Mesa-redonda 3. Estudos da Interpretação

Beppie van den Bogaerde (Hogeschool Utrecht)
Sabine Gorovitz (UnB)
Tito Cruz Romão (UFC)

Coordenação: Lincoln Fernandes (UFSC)

4ª feira 25/09, 1730

LOCAL: Auditório Garapuvu (CENTRO DE EVENTOS)

Haverá intérpretes de LIBRAS - fundo preto

Differences and similarities in translating and interpreting between signed and spoken languages

Beppie van den Bogaerde

Due to the fact that signed languages have no written form, and only recently can be captured and kept on film, there is only a very young tradition of translating signed texts into spoken languages, or vice versa, spoken languages into sign languages. Interpreting has been an ongoing process since the early 1970’s (as a profession) and the growing literature on sign language interpretation is a reflection of the building expertise in this field. So I would like to discuss with you the differences and similarities in translation and interpretation between signed and spoken languages.

How does the fact that there is no written form influence the translation process? We know from interpreting research, that the frozen lexicon (conventionalized signs with a fixed meaning) forms the framework in which the productive lexicon (signs which have flexible meaning, decided by the situation, the sentence contexts and the language skills of the participants) is given its rightful place and meaning.

For instance, the picture below shows a signer showing how a very heavily loaded truck is hanging over to one side, because there is too much cargo on  it. Such a productive sign is really difficult to translate, and completely dependent on the context, while carrying important information. Besides linguistic information, the viewer must have knowledge about the cultural context within which the utterance is produced, and meta-knowledge of the world.

signer

Signer. ©Willem Terpstra, 2012

While preparing a translation, direct interaction with viewers (i.e. readers in spoken languages) is absent, and the translator has to decide how to translate the productive lexicon into the spoken language without the benefit of guiding elements that spring from the social interaction. During an interpretation event with live participants, the interpreter can see the customers, so that immediate rectification or additional explanations can be offered. Since this is not the case in a prepared translation, the occurrence of productive signs become more  problematic. My main point of interest is the discussion with the audience about how to deal with the productive lexicon in translation.

Interpretação simultânea: um processo mental de contato de línguas

Sabine Gorovitz

A interpretação simultânea é uma atividade múltipla que sobrepõe percepção, conceitualização e enunciação: ouvir o discurso do outro, perceber a situação global do encontro, o contexto, conceitualizar o que se ouve, enunciar a conceitualização anterior, ouvir a continuação do discurso e ouvir a própria fala para avaliar a correção da expressão. Nenhuma atividade é isolada e todas significam em função das outras.

A capacidade de conceitualizar e reconstruir os significantes vai depender da familiaridade com o que o intérprete ouve. Significantes inusitados, como uma terminologia muito específica, acarretam impasses tanto na percepção, na conceitualização e portanto na enunciação. Em geral, a incompreensão se traduz por uma deficiência auditiva.

Para tanto, a interpretação simultânea é um posto de observação privilegiado do funcionamento da linguagem: a formulação das frases é mais do que o reflexo do conhecimento formal de duas línguas, e mais do que a capacidade de estabelecer correspondências entre elas; é o reflexo do processo mental (percepção, compreensão, enunciação) aplicado aos mecanismos da compreensão e enunciação gerais. Todos os problemas de tradução estão aqui exponenciados e talvez seja esta a situação mais explícita de línguas em contato.

Teoria e prática da interpretação no Brasil: entre desafios e obstáculos

Tito Lívio Cruz Romão

Enquanto os Estudos da Tradução no Brasil encontram-se, lato sensu, num momento de grande expansão, graças à criação de novos Programas de Pós-Graduação em que aspectos de teoria e da prática tradutória ganham cada vez maior relevo, os Estudos da Interpretação, stricto sensu, ainda parecem condenados a viver à sombra daquela primeira grande área. Tanto a ausência e/ou a pouca oferta de Cursos Superiores e/ou de Pós-Graduação na área de Interpretação quanto as mirradas salvaguardas profissionais de que gozam intérpretes junto a empresas e instituições podem-se mencionar como fatores agravantes da situação de poucas mudanças nesse campo de estudos.

Ao passo que, em alguns países europeus, ambas as áreas, a de Estudos da Tradução e a de Estudos da Interpretação, já se encontram bem consolidadas mediante currículos ofertados nos níveis de Bacharelado, Mestrado e/ou Doutorado, a área de Estudos da Interpretação – excetuando-se as evoluções ocorridas no campo da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS – ainda se encontra, no Brasil, em estágio embrionário.

Neste país, não apenas faltam intérpretes profissionais com formação específica para várias combinações linguístico-culturais, como também ainda são muito incipientes as discussões que apontem para alguma tentativa de se criarem mecanismos de ampliação dos Estudos (teórico-práticos) da Interpretação. Tentativas já houve de se tentar reverter esse estado de coisas, mas muito ainda precisará ser feito, a fim de se tentar alcançar uma situação ideal para os padrões brasileiros.

Aqui deverão ser abordados, por um lado, certas dificuldades e certos desafios por que passam os profissionais que atuam como intérpretes no Brasil. Por outro lado, deverão também ser analisados alguns dos obstáculos a que está sujeito quem anseia por uma formação acadêmico-profissional na área de interpretação de conferências (interpretação simultânea, consecutiva, sussurrada etc.).

Palavras-chave: interpretação de conferências; teoria e prática; desafios e obstáculos

(Programação sujeita a alterações)

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