Simpósio: Tradução, Multimodalidade e Cinema

Coordenadores:
Décio Torres Cruz (UFBA/UNEB)
Sinara de Oliveira Branco (UFCG)

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A proposta sugere a investigação de questões linguístico-culturais envolvendo a tradução, em contexto verbal e não verbal, no par linguístico inglês e português. Propõe-se a investigação de traduções de textos literários e cinema, além da construção de corpora multimodais utilizando imagens fílmicas. A proposta busca envolver pesquisas que investiguem aspectos relacionados à representação sócio-cultural em contexto tradutório através da análise de obras literárias traduzidas ou adaptadas e de filmes. A representação sócio-cultural faz referência à mediação da cultura através da transcrição de signos pela sociedade, que os adapta e os reconstrói, criando novas interpretações e significados, ‘reterritorializando’ a cultura (MATTELART, 2005). Em contexto fílmico, propõe-se observar os momentos em que há omissão de legendas, favorecendo a imagem, e considerar as implicações de tais omissões e sua funcionalidade.

 

Local: Sala 210, CCE, bloco A

HORÁRIOS

PERÍODO 24 25 26
10:00-11:30 A TRADUÇÃO DAS PERSONAGENS “WOMANISTAS” DE THE COLOR PURPLE PARA O CINEMA
Raquel da Silva Barros
(UFC)
Carlos Augusto Viana da Silva
(UFC)
AMOR E CLASSE SOCIAL EM UMA JANELA PARA O AMOR E MAURICE
José Ailson Lemos de Souza
(UECE)
ANALISANDO A REDE DE RELAÇÕES E DIÁLOGOS QUE ENTRELAÇAM MACBETH E SUA ADAPTAÇÃO FÍLMICA MEN OF RESPECT
Lucyana do Amaral Brilhante
(UFBA)
AS REPRESENTAÇÕES DA PERSONAGEM LOLITA DE NABOKOV DA LITERATURA PARA O CINEMA
Jardas de Sousa Silva
(UFC)
13:30-15:00 CINEMA E SURDEZ: LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE UMA REALIDADE REPRESENTADA
Eduardo Felipe Felten
Émile Cardoso Andrade
(UEG)
LE SILENCE DE LA MER: JEANNE E A PERSONIFICAÇÃO DA RESISTÊNCIA FRANCESA
Nyeberth Emanuel Pereira dos Santos
(UFCG)
NARRATIVAS MODERNAS INGLESAS EM TRANSMUTAÇÃO
Carlos Augusto Viana da Silva
(UFC)
O USO DE CORPORA MULTIMODAISPARA INVESTIGAÇÃO DE TRADUÇÕES FÍLMICAS EM CONTEXTO BRASILEIRO
Sinara de Oliveira Branco
(UFCG)
15:30-17:00 RIO – UMA ANÁLISE FUNCIONALISTA DOS ASPECTOS CULTURAIS NO LONGA METRAGEM DE ANIMAÇÃO
Roseni Silva
(UFSC)
SEXUALIDADE E GÊNERO NA TRADUÇÃO FÍLMICA DE MACBETH POR ORSON WELLES
Décio Torres Cruz
(UFBA/UNEB)
THE ROAD: A VIOLÊNCIA NA NARRATIVA LITERÁRIA E NA ADAPTAÇÃO FÍLMICA
Francisco Romário Nunes
(UFC)
Carlos Augusto Viana da Silva
(UFC)

RESUMOS

01. A TRADUÇÃO DAS PERSONAGENS “WOMANISTAS” DE THE COLOR PURPLE PARA O CINEMA
Raquel da Silva Barros (UFC) e Carlos Augusto Viana da Silva (UFC)

Neste trabalho, analisamos a tradução do “womanismo” em The Color Purple(1982), da escritora Alice Walker, para o filme homônimo de 1985, dirigido por Steven Spielberg. Especificamente, investigamos a reescritura de quatro personagens femininas – Celie, Nettie, Sophie e Shug– uma vez que as percebemos como as principais representantes do “womanismo” no romance. Acreditamos que a reconstrução identitária de Celie ao longo da narração expressa as atitudes e os pensamentos “womanistas” que a cercam. O termo womanism foi adaptado pela própria Walker para se referir, entre outros significados, ao “feminismo negro”. Assim, objetivamos investigar quais estratégias foram utilizadas no processo tradutório deste elemento para o cinema, observando como o filme lida com a proposta de Walker, que busca evidenciar a mulher negra e sua trajetória de luta contra a discriminação gênero-racial. Para tal, recorremos a alguns estudiosos da tradução como Lefevere (2007) e Even-Zohar (1996). Sobre o “womanismo” e a história da mulher negra foram primordiais os estudos de Bell Hooks (1981), Patricia Hill Collins (1998; 2009) e da própria Walker (1983). Por fim, acerca das traduções de obras literárias para o cinema, fizemos a leitura de teóricos como Cattrysse (1992) e Stam (2004).

02. AMOR E CLASSE SOCIAL EM UMA JANELA PARA O AMOR E MAURICE
José Ailson Lemos de Souza (UECE)

Os filmes de herança estabeleceram-se como importante produto cultural inglês para plateias ao redor do mundo. Tais produções retomam, em sua quase totalidade, narrativas literárias canônicas, as quais de algum modo problematizam questões como a identidade nacional, a classe social, a situação da mulher e a situação da Inglaterra a partir de personagens centrais representativos das classes privilegiadas do passado. Alvo de muitas críticas, tal enfoque é apenas uma das características do gênero. Por outro lado, o gênero apresenta a predominância de personagens femininos e, em menor escala, mas, consideravelmente relevantes, personagens homossexuais, característica vista por parte da crítica como uma espécie de compensação histórica para a falta de representatividade de tais vozes no passado. Destaca-se nestas produções o diretor James Ivory, responsável por sete adaptações do gênero, sendo três destas a partir da obra de E. M. Forster. Vale ressaltar a existência de duas outras adaptações de romances deste autor, fato que Andrew Higson (2008) aponta para a formação de um ciclo-chave ao gênero. Os romances de Forster, quase todos publicados no início do século passado, retratam a sociedade britânica de seu tempo com um olhar perspicaz sobre aspectos problemáticos da era vitoriana, como as rígidas convenções sociais, o esnobismo e o preconceito. A Room With a View (1908) é uma comédia social bastante ilustrativa do autor neste sentido. Maurice (1913/1971) é um romance póstumo, cuja afirmação do amor homossexual tem sido um dos temas mais abordados pela crítica diante da singularidade dessa visão para a época de escrita da obra. As adaptações destes romances estabeleceram a reputação do diretor e de sua produtora pela excelência na execução de filmes de época. Nesse trabalho, analisamos a relação entre amor e classe social nos filmes Uma Janela para o Amor (1985) e Maurice (1987). Consideramos esses filmes resultantes de um processo de tradução da literatura para o cinema, o qual é mediado principalmente pelas convenções do gênero de herança. Os romances de Forster enfatizam a relação entre amor e convenções sociais, além dos conflitos gerados pelo contato entre indivíduos de classes sociais distintas. Assim, indagamos o modo pelo qual Ivory traduz a dinâmica entre amor e diferenças de classe, tendo em vista que o gênero em questão geralmente concentra seus enredos nas classes privilegiadas. Esse trabalho apresenta a continuidade de nossa pesquisa sobre a tradução de Forster para o cinema (2012) e ampara-se em alguns conceitos teóricos presentes em Vanoye & Goliot-Lété (1994), Aumont (1995), Stam (2000), Lefevere (2007) e Silva (2007).

03. ANALISANDO A REDE DE RELAÇÕES E DIÁLOGOS QUE ENTRELAÇAM MACBETH E SUA ADAPTAÇÃO FÍLMICA MEN OF RESPECT
Lucyana do Amaral Brilhante (UFBA)

A atividade tradutória é tarefa que envolve leitura e interpretação de textos, sendo, portanto, mediada por um indivíduo a partir da cultura, história e ideologia de uma época. Nesse sentido, uma análise tradutória deverá investigar não apenas os vínculos que se estabelecem entre tradução e obra de partida, mas ainda a influência dos aspectos culturais e históricos que envolvem o contexto de produção dessa tradução. Partindo da percepção de que a adaptação fílmica de obras literárias constitui-se uma forma de tradução, acreditamos que uma apreciação pertinente de um texto fílmico traduzido deve atentar para as trocas e articulações que entrelaçam a tradução e outros textos que porventura evoquem, além de seus contextos de produção. Neste trabalho, analisaremos a adaptação fílmica de Macbeth que ambienta a “peça escocesa” no mundo do crime. Nossa investigação tem como base teórica o conceito de reescritura de Andre Lefevere e as reflexões de Robert Stam acerca da adaptação fílmica.

04. AS REPRESENTAÇÕES DA PERSONAGEM LOLITA DE NABOKOV DA LITERATURA PARA O CINEMA
Jardas de Sousa Silva (UFC)

Os romances modernos são marcados pela presença de personagens ambivalentes, tendo eles múltiplas identidades e diferentes traços de comportamento e caráter. Lolita (1955), de Vladimir Nabokov é um expoente desse tipo de obra que apresenta personagens de personalidade e caráter híbridos, nada lineares. Lolita é uma menina de 12 anos que tem sua vida transformada após ser alvo de uma paixão obsessiva por parte de Humbert, um homem mais velho e bem mais experiente que ela e que logo se tornará seu padrasto. Diante tal situação, a personagem apresenta alguns traços de comportamento que podem gerar certo grau de ambivalência quanto à composição de seu caráter dentro do romance, em que muitas de suas atitudes podem ser interpretadas como fruto de uma ingenuidade infantil ou como jogos de atributos sedutores de uma mente ardilosa. A presente pesquisa tem como objetivo analisar como esse traço duplo presente na construção da personagem Lolita foi tratado no processo tradutório do romance para os filmes produzidos por Stanley Kubrick (1962) e Adrian Lyne (1997). Assim, ao contrastar algumas características inerentes ao comportamento, a personalidade e aos posicionamentos da personagem no texto literário e nas suas traduções para o cinema, analisaremos como a Lolita nabokoviana vem sendo apresentada para os novos contextos receptores. Para fomento teórico desta pesquisa, contaremos com alguns pressupostos relevantes aos Estudos da Tradução como os desenvolvidos por André Lefevere (2007), Itamar Even-Zohar (1978), Gideon Toury (1995) e Robert Stam (2008).

05. CINEMA E SURDEZ: LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE UMA REALIDADE REPRESENTADA
Eduardo Felipe Felten (UEG) e Émile Cardoso Andrade (UEG)

O presente trabalho defende o cinema como literatura e remonta, a partir da ótica do cinema, as variadas interpretações do indivíduo surdo e suas responsabilidades sociais. As produções cinematográficas disponíveis que retratam a surdez dá-nos a possibilidade de ler e interpretar a postura do sujeito surdo no cenário social atual, realidade retratada e reconhecida pela comunidade norte americana, expressas por meio de um dos seus principais artefatos culturais: a indústria cinematográfica. O discurso fílmico projeta o sujeito à perspectiva do corpo social historicamente em processo, o que permite interpretações das misteriosas identidades de atos subversivos de temperamento de uma comunidade pouco compreendida que passeia pelo campo da ficção e, ao mesmo tempo, representa a realidade. Permear entre o “mundo surdo” e o “ouvinte” são conflitos existentes ou que remetem ao passado de muitos surdos sendo retratados pelo olhar da sétima arte e compreender esses conflitos faz parte do trabalho daqueles que participam da comunidade surda. A identidade é reconhecer-se como indivíduo de uma sociedade: luta pela compreensão e permitir ser compreendido.

06. LE SILENCE DE LA MER: JEANNE E A PERSONIFICAÇÃO DA RESISTÊNCIA FRANCESA
Nyeberth Emanuel Pereira dos Santos (UFCG)

Escrito por Vercors durante a ocupação nazista na França, Le silence de la mer (1942) é uma novela que retrata a chegada do soldado alemão Werner von Ebrennac à casa de franceses – um tio e uma sobrinha –, os quais encontram no silêncio o meio de resistência diante do invasor. Traduzido para televisão em 2004, o telefilme, fruto de uma produção franco-belga, traz, além da trama central que envolve a novela supracitada, tramas secundárias adaptadas do conto Ce jour-là (1942). Neste cerne, destaca-se Jeanne, a personagem sobre a qual toda a trama circula, de maneira que ela se torna a figura enigmática de sustentação do silêncio e, consequentemente, da Resistência. Partindo dessas características, temos o objetivo de analisar, através da tradução intersemiótica, a maneira pela qual a personagem do telefilme ganha significação e força na obra literária e suas transformações no telefilme. Para tanto, nos baseamos nos estudos de Giraud (2009), Plazza (2010) e Hutcheon (2011).

07. NARRATIVAS MODERNAS INGLESAS EM TRANSMUTAÇÃO
Carlos Augusto Viana da Silva (UFC)

Os romances modernos ingleses Lady Chatterley’s Lover (1928), de D. H. Lawrence e Maurice (1971), de E. M. Forster apresentam uma característica de ambivalência na medida em que são tradicionais, por não enfatizarem aspectos experimentais na estrutura narrativa, mas também podem ser vistos como inovadores pela forma como lidam com temas complexos e discussões polêmicas, que questionam crenças e convenções sociais. Assim, trazem para o centro da discussão conceitos, tais como identidade, cultura, raça, classe social e sexualidade como elementos importantes de crítica ao sistema político e cultural britânico no século passado. O objetivo deste trabalho é analisar o processo de tradução desses romances para o cinema, as principais estratégias de tradução utilizadas pelos diretores para lidarem com os temas controversos, discutindo formas de leituras desses textos literários nos novos meios, bem como possíveis implicações de recepção. Para tal, usaremos como exemplos os filmes Maurice (1987), de James Ivory e Lady Chatterley (2006), de Pascale Ferran. Acreditamos que as adaptações fílmicas focalizam aspectos importantes das narrativas literárias para os espectadores, mas não seguem sua tendência inovadora na apresentação de alguns temas, uma vez que suas interpretações são afetadas por novas questões culturais e temporais. Como fundamentação teórica, levamos em consideração as ideias de adaptação filmica como tradução, de Cattrysse (1992), e reflexões acerca da adaptação para as telas, de Cartmell e Whelenhan (2010).

08. O USO DE CORPORA MULTIMODAIS PARA INVESTIGAÇÃO DE TRADUÇÕES FÍLMICAS EM CONTEXTO BRASILEIRO
Sinara de Oliveira Branco (UFCG)

A partir da construção de um corpus multimodal, com cenas de filmes nacionais e estrangeiros, investiga-se aqui a construção de significados, tendo a imagem fílmica como fonte para interpretação de sentidos. O arcabouço teórico abordado envolve os Estudos da Tradução, mais especificamente, a Tradução Intersemiótica, a Psicologia, a Representação Cultural e a Tradução de Multimídia, com o intuito de mostrar que, apesar de os filmes apresentarem linguagens específicas, a compreensão das histórias narradas não é prejudicada mesmo que haja necessidade de omissão de legendas, pois as imagens são capazes de traduzir os fatos retratados, não causando perda de sentido ou falha na comunicação. Os filmes estudados são O Buraco, Deixe ela Entrar, O Auto da Compadecida e Cidade de Deus. A análise é realizada a partir da compilação de cenas dos filmes, estudadas em sequência e planos específicos, observando o tema abordado nos filmes e as situações apresentadas em cada plano, comparando as cenas selecionadas às legendas, quando disponíveis. O objetivo principal é observar a construção e evolução de alguns personagens, a partir de questões culturais e psicológicas, e como essas questões são retratadas nas cenas selecionadas. Tal observação demonstrará como a seleção de imagens é organizada em uma sequência fílmica lógica e com apoio de legendas que auxiliam a compreensão do desenrolar da história, em contextos espaço-temporais específicos, nos quais seja possível perceber a evolução psíquica dos personagens sendo refletida nas imagens e narrativa cinematográfica.

09. Rio- uma análise funcionalista dos aspectos culturais no longa metragem de animação
Roseni Silva (UFSC)

Tendo em vista a discussão sobre a influência e o papel revolucionário dos estudos culturais na tradução e sua oposição à visão tradicional de que a tradução resume-se a uma transferência de significados de uma língua para a outra, desconsiderando as diferenças lingüísticas e culturais entre o país de origem e o país a que se destina o que se está traduzindo, esta comunicação propõe uma discussão das estratégias e procedimentos utilizados por Manolo Rey para realizar a tradução/legendação do longa metragem de animação Rio (2011) sob uma perspectiva funcionalista. Procurar-se-á destacar, então, as soluções encontradas pelo tradutor para traduzir as expressões utilizadas no roteiro original, bem como as estratégias utilizadas para destacar e/ou apagar aspectos que são próprios tanto da cultura norte americana, quanto da cultura brasileira. Assim, por meio da discussão proposta, será possível identificar o tratamento dado aos aspectos culturais no texto fonte e como os mesmos foram traduzidos pelo tradutor, nas legendas, legitimando a concepção transcultural (DINIZ, 2003) da tradução neste objeto de estudo e sua funcionalidade para o público alvo.

10. SEXUALIDADE E GÊNERO NA TRADUÇÃO FÍLMICA DE MACBETH POR ORSON WELLES
Décio Torres Cruz (UFBA/UNEB)

Traduções fílmicas, como qualquer tradução, implicam interpretações. Neste trabalho, parte de uma pesquisa de pós-doutorado financiado pelo CNPq e realizado na Leeds Metropolitan University, no Reino Unido, abordarei o modo como noções de gênero e poder são abordadas na concepção das figuras femininas da peça shakespeariana (c. 1606) e de que modo essas noções são transportadas para o filme Macbeth (1948), de Orson Welles. A peça de William Shakespeare e o filme de Orson Welles são analisados, focalizando os temas de gênero e papéis sexuais e como o diretor relê a obra shakespeariana através de recursos cinematográficos e textuais e como essa leitura pode provocar expansão e redução de significados para os espectadores. Abordarei ainda a presença de elementos de religiosidade, enfatizados na leitura fílmica de Welles.

11. THE ROAD: A VIOLÊNCIA NA NARRATIVA LITERÁRIA E NA ADAPTAÇÃO FÍLMICA
Francisco Romário Nunes (UFC) e Carlos Augusto Viana da Silva (UFC)

O presente trabalho pretende observar a temática da violência na narrativa The Road (2006), do escritor Cormac McCarthy, e sua adaptação para o cinema. The Road narra a história de um pai e um filho, ambos sobreviventes de uma catástrofe ocorrida na terra. Juntos caminham em direção à costa sul dos Estados Unidos. Durante a jornada, os personagens encontram vestígios de canibalismo, suicídio e cadáveres. Cormac McCarthy constrói, desta forma, uma narrativa em que a violência e a escassez de comida contribuem para o processo de animalização do homem. O pai busca proteger o menino a qualquer custo, mas não há como esconder de seus olhos as cenas de violência ao longo da estrada. The Road foi traduzida para as telas do cinema em 2009 com o título homônimo, e teve a direção de John Hillcoat. A adaptação lida, portanto, com os mesmos aspectos relacionados à violência. Logo, nosso principal objetivo é investigar quais as estratégias que o diretor usou para representar este elemento (significativo na obra literária) no cinema. Para tal, recorreremos à leitura das obras dos seguintes teóricos dos Estudos da Tradução: Lefevere (1992), Toury (1995) como também Even-Zohar (1990). Acerca to tema da violência, optaremos por Abel (2007) que retrata a violência na literatura e no cinema, Ciuba (2011) e Giles (2000). Conseguinte, realizaremos a leitura de teóricos que discutem a respeito de adaptações literárias para o cinema como: Cattrysse (1992), Welsh (2007), Cutchins (2010) e Stam (2004).

CRÉDITOS DAS TRADUÇÕES

Italiano: Nicoletta Cherobin

Espanhol: Rosario Lázaro Igoa & Luz Adriana Sánchez Segura

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2 thoughts on “Simpósio: Tradução, Multimodalidade e Cinema

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