Simpósio: Tradução de-colonial

Coordenadores:
Christiane Stallaert (K.U. Leuven/Universiteit Antwerpen)
Evelyn Schuler Zea (UFSC)

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O conceito de de-colonialidad, elaborado a partir da crítica da colonialidad del poder iniciada por Aníbal Quijano em 1992, permitiu formular uma resposta latino-americana às teorias geralmente anglófonas e até anglocentricas do pós-colonialismo. Embora o projeto decolonizador tenha se desdobrado em vertentes variadas, há nos textos de Quijano uma ênfase ineludível na construção da raça como fator do colonialismo e dispositivo crucial da modernidade capitalista. Em função dela se definem, segundo sua análise, tanto a classificação de grupos sociais quanto o modo hierarquizado de sua interação. Nos pressupostos, vigência e efeitos destas divisórias raciais, a antropologia e a tradução encontram motivos de afinidade e reflexão crítica. No simpósio pretendemos examinar os alcances do enfoque de-colonial e sua relevância para modos de tratar a alteridade no espaço trans- e interdisciplinar da antropologia e da tradução; não limitamos esta proposta ao âmbito da América Latina, onde foi concebida referida alternativa da de-colonialidad, mas também nos interessa como estas concepções estão fertilizando, a partir da América Latina, as tarefas da tradução cultural em diversas outras partes.

 

Local: Sala 202 , CCE, bloco A

HORÁRIOS

PERÍODO 24 25 26
10:00-11:30 Gênese do pensamento antissemita no Brasil: matrizes e réplicas
Maria Luiza Tucci Carneiro
(Universidade de São Paulo)
Visões de Transmodernidade: leituras caribenhas, indianas e latino-americanas de colonialidade
Lynn Mario T. Menezes de Souza
(Universidade de São Paulo)
Globalización, Transmodernidad, y Decolonialidad: La traducción en la Europa del siglo XXI
Christiane Stallaert
(Universidad e de Antuérpia / Universidade de Leuven, Bélgica)
Modos de propriedade e de tradução em tensão
Evelyn Schuler Zea
(Universidade Federal de Santa Catarina)
13:30-15:00 O Strategic Index of America e a tradução cultural da Amazônia
Priscila Faulhaber
(MAST, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro)
A concepção de paisagem entre os Pataxó: um exercício de experimentação intercultural
Thiago Mota Cardoso
(Universidade Federal de Santa Catarina)
Macunaíma Traduzido: hibridismo e alteridade
Márcia Moura da Silva
(Universidade Federal de Santa Catarina)
Produtores/produções de Huarochirí: antropologia e tradução em Ávila e Arguedas
Roseli Barros Cunha
(Universidade Federal do Ceará)
15:30-17:00 Migración ecuatoriana en España: “la españolidad” versus “la ecuatorianidad” en un contexto de migración periferia-centro
Andrea Augusta Neira
(Universidad Católica de Lovaina, Universidad de Cuenca)
De colonização e decolonialidad: som, potência e tradução na fala rastafari
Felipe Neis Araujo
(Universidade Federal de Santa Catarina)
Darcy Ribeiro e a crítica decolonial através de suas traduções ao italiano
Katia Zornetta
(Universidade Federal de Santa Catarina)
Intérpretes sociales en México: construcción de una etnografía doblemente reflexiva con enfoque decolonial
Cristina V. Kleinert
(Universidad Veracruzana)

RESUMOS

1) Gênese do pensamento antissemita no Brasil: matrizes e réplicas
Maria Luiza Tucci Carneiro (Universidade de São Paulo)
Ao nível do imaginário coletivo, o antissemitismo cristão e popular jamais deixou de se manifestar no Brasil. Foi constantemente reafirmado pelo conteúdo de obras estrangeiras traduzidas para o português assim como através de personagens literários construídos pelos textos de dramaturgia, crônicas jornalísticas, literatura, folhetins e cordel, charges “humorísticas” e pelos conhecimentos publicados como “úteis”. Desde a primeira década do século XIX, lá pelos idos de 1839, constatamos a circulação da imagem estereotipada do judeu que, na maioria das vezes, vinha associada aos discurso anti-judaico, propagado pela Igreja católica desde os tempos coloniais. Ainda nos dias de hoje, persiste a acusação de que o povo de Israel foi o responsável pela morte de Jesus Cristo (conceito de crime deicida) e de que os judeus são indivíduos dominados por Satanás, incapazes de compreender o sentido de suas próprias Escrituras (símbolo do mal). Inúmeros foram os manuais (laicos, clérigos ou pastorais) e periódicos católicos e protestantes que, direcionados para a doutrinação sistemática, circularam no Brasil, expressando formas arraigadas dessa mentalidade. A figura diabólica do judeu ganhou forças com a publicação de dezenas de obras antissemitas que serviram de matrizes para as réplicas do pensamento intolerante, em grande parte traduzidas de obras francesas e alemãs. Acredito que somente através da informação e da educação é que poderemos reverter este processo que persiste na atualidade fundamentado em mitos seculares.

2) Visões de Transmodernidade: leituras caribenhas, indianas e latino-americanas de colonialidade
Lynn Mario T. Menezes de Souza (Universidade de São Paulo)
Mignolo (2012) define ‘transmodernidade’ como um conceito ambíguo se referindo tanto ao fato de que a Europa se via caminhando teleologicamente sozinha na marcha da história universal quanto ao fato de que nesse conceito de si mesmo, a Europa se via implicada e entrelaçada com o mundo por ela colonizada, implicada também nas consequências persistentes dessa colonização. ‘Transmodenridade’, portanto, se refere ao dilema de um desejo de exclusão da alteridade que constitui um sujeito (europeu) que se vê ao mesmo tempo indelevelmente constituído por essa mesma alteridade.
Á luz desse conceito de transmodernidade e sua relação entre um passado colonial e um presente contemporâneo, esse trabalho analisa as propostas de de-linking/desprendimento e des-ocidentalização de Mignolo (2000, 2011), as propostas de trans-culturalidade dos indianos Homi Bhabha (1994) e Lila Gandhi (1998, 2006) e a proposta de narrativa trágica do caribenho David Scott (1999, 2004).

3) Globalización, Transmodernidad, y Decolonialidad: La traducción en la Europa del siglo XXI
Christiane Stallaert (Universidad de Amberes / Universidad de Leuven, Bélgica)
Es un lugar común considerar a Latinoamérica como ‘el otro Occidente’ y analizar la historia y la realidad de este continente bajo el prisma eurocéntrico de un proceso de ‘occidentalización’. En una compilación de ensayos intitulada The Other Mirror. Grand Theory through the Lens of Latin America y editada por Miguel Angel Centeno y Fernando López-Alves (Princeton, 2000) se invierte esta mirada para analizar y repensar críticamente las grandes teorías en Ciencias Sociales desde la realidad latinoamericana con el objetivo de examinar qué puede aportar Latinoamérica a las Grandes Teorías. En el ejercicio se averigua que cuando éstas se colocan ante el espejo latinoamericano se revelan nuevas facetas que incitan a lecturas innovadoras de las teorías clásicas pensadas desde Europa. Como escriben los editores del volumen, el interés de este ejercicio rebasa lo estrictamente académico, ya que la nueva visión del mundo que nos permite descubrir influye en la manera en que interactuamos con el mundo. Está claro que hoy, en los inicios del siglo XXI, Europa necesita repensarse -entre otros ámbitos- en lo social, lo cultural, y en lo identitario. Un reto al que se enfrentan las grandes ciudades europeas es la profunda transformación demográfica que significa la presencia de población de origen inmigrante. Si bien el ideal de la nación homogénea característico de la Modernidad no pasó nunca de ser una utopía, la situación que vive Europa hoy significa un desafío para las Ciencias Humanas y Sociales y su marco de referencia tradicionalmente eurocéntrico. Proponemos invertir la direccionalidad del tradicional paradigma de la dependencia para empezar a repensar Europa desde Latinoamérica. En nuestra ponencia aplicaremos este enfoque a la traducción, de acuerdo con el marco interpretativo y conceptual de la Globalización, Transmodernidad y Decolonialidad.

4) Modos de propriedade e de tradução em tensão
Evelyn Schuler Zea (Universidade Federal de Santa Catarina)
Esta apresentação toma como ponto de partida fricções diversas assim como mútuos condicionamentos entre formas de tradução e de propriedade. Rastros destas disjunções e conjunções podem ser percebidos, por exemplo, na polaridade das traduções domesticadoras e estrangeirizantes, na medida em que ambos os termos põem em debate funções da propriedade. Mas ainda, quando esta não apenas é concebida num sentido jurídico-político, mas como um plexo ou uma constelação de que também fazem parte o uso próprio ou literal das palavras assim como questões de identidade, ou seja, relativas à própria constituição pessoal ou social, de onde também derivam fórmulas tais como a de apropriação. Trata-se de questionar esses esquemas e dispositivos tendo em vista o que pode a crítica descolonial, em particular no que diz respeito aos procedimentos de dissolução da construção de raça nos artigos de Aníbal Quijano. Por esta brecha, se busca de forma suplementaria circunscrever alguns motivos que na obra múltipla do escritor José Maria Arguedas apontam ao que pode chegar a ser o evento e as potências de uma tradução em desconformidade com a propriedade.

5) O Strategic Index of America e a tradução cultural da Amazônia
Priscila Faulhaber (MAST, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro)
Trata-se de discutir tradução na análise de um documento referente a um glossário de termos amazônicos produzidos pelo Strategic Index of America (SIA), em Yale, no início dos anos 1940, quando Alfred Métraux atuava nesta Universidade, como professor e pesquisador. Este documento foi produzido na época em que o SAI traduziu onze artigos do Pe Constantin Tastevin.Aos olhos de Métraux, Tastevin estava no contexto colonial missionário. Métraux queria romper com os contextos coloniais e isto fez sentido em sua mudança para os EUA. Para se livrar do fascismo ele se vinculou aos processos institucionais articulados às estratégias de guerra, em um momento caracterizado pela disputa norte-americana pela hegemonia. Tratava-se de empreender uma reapropriação da Amazônia, embora em novos padrões. A formação do glossário de termos amazônicos em Yale se coadunava com a visão dos antropólogos estadunidenses de criar novos parâmetros culturais e romper com as limitações coloniais. No entanto esta visão, na busca de romper com o modelo europeu, acabava servindo aos propósitos expansionistas dos EUA.O documento mostra a ideia que se tinha na época sobre tradução, em uma perspectiva antropológica.

6) A concepção de paisagem entre os Pataxó: um exercício de experimentação intercultural
Thiago Mota Cardoso (Universidade Federal de Santa Catarina)
A pluralidade de formas de conceber o que conhecemos no mundo ocidental (ou euro-americano) como “paisagem”, é o cerne de históricos e persistentes conflitos políticos, tanto no nível das disputas territoriais como no campo dos conhecimentos ambientais no extremo sul da Bahia. A noção de paisagem universalizada pelo processo colonizador prevalece no senso comum e na etnologia praticada nesta região junto aos Pataxó (povo do tronco linguístico Macro-Jê). Tal noção implícita ou explicita nas etnografias trata de, num viés materialista, conceber a paisagem como substrato físico estático da percepção e da ação indígena e, por outro, mais culturalista, como substrato do pensamento, das representações e dos significados dos Pataxó. Em ambos os casos o conceito de paisagem é tratado como um dado, como uma concepção universal de visualização da “forma do mundo”, ancorado nos dualismos entre natureza e cultura, entre mente e mundo e entre sujeito e objeto. Parto de uma reflexão de entrada que considera “paisagem”, em sua gênese ocidental, como um conceito posto em questão, passivo de ser dissipado, implodido e re-construido através do exercício etnográfico e antropológico, como um exercício de tradução capaz de dialogar com o conceito do outro afim de alargarmos nossas possibilidades conceituais. Neste sentido, apresentarei uma reflexão sobre os trabalhos etnográficos e cartográficos desenvolvidos por mim junto aos Pataxó do extremo sul da Bahia, bem como algumas reflexões teóricas sobre a ideia de paisagem e como estas teorias reverberam no caso analisado. São duas as questões centrais deste trabalho: primeiro, se a noção de paisagem é universalmente aplicável, se é uma construção cultural de um pensamento em particular ou se podemos ter outras formulações alternativas sobre a constituição da “forma do mundo” (ou “dos mundos), em segundo, uma reflexão sobre a (in) comensurabilidade ou a condição de tradutibilidade deste conceito.

7) Macunaíma Traduzido: hibridismo e alteridade
Márcia Moura da Silva (Universidade Federal de Santa Catarina)
A seminal obra modernista, Macunaíma, inspirada nos relatos do etnógrafo alemão Koch-Grünberg, entre tantas outras facetas, remete-nos a questões de hibridismo e alteridade, sobretudo, pelo uso de termos de origem indígena feito por Mário de Andrade. A presente comunicação descreve como esses dois aspectos foram tratados nas traduções hispano-americana, inglesa e italiana da obra. Através da análise das estratégias de tradução e com base nas teorias pós-colonialistas, verificou-se que a experiência colonial compartilhada pelos países latino-americanos teve um impacto significativo no tratamento dos termos indígenas pelos três tradutores, afetando, assim, a maneira como hibridismo e alteridade, como explorados pelo teórico Homi Bhabha, foram reproduzidos nos textos traduzidos.

8) Produtores/produções de Huarochirí: antropologia e tradução em Ávila e Arguedas
Roseli Barros Cunha (Universidade Federal do Ceará)
No final do século XVI, Francisco de Ávila registrou na língua quíchua tradições mitológicas e ritualísticas dos índios de algumas regiões do Peru. Segundo Ángel Rama, a intenção do religioso era realizar um “um tratado sobre la idolatría entre los indios peruanos para darla a conocer al público letrado español” (1975, 7). Em 1966, José María Arguedas traduziu a obra para o espanhol e a intitulou Dioses y hombres de Huarochirí. Para o antropólogo e escritor peruano, ela “alcanza transmitirnos, mediante el poder que el lenguaje antiguo tiene, las perturbaciones que en este conjunto habían causado ya la penetración y dominación española.” (1975, p.9). A partir da proposta deste simpósio, a intenção é discutir a recepção do texto registrado por Ávila na produção de Arguedas e, consequentemente, a participação dessa tradução no âmbito da literatura peruana. Para tanto, esta comunicação se apoiará nos estudos sobre a “colonialidad del poder”, de Aníbal Quijano, além de Walter Mignolo, Pablo Quintero e nos estudos da tradução à luz dos trabalhos de Itamar Even-Zohar, Gideon Toury e Virgilio Moya.

9) Migración ecuatoriana en España: “la españolidad” versus “la ecuatorianidad” en un contexto de migración periferia-centro
Andrea Augusta Neira (Universidad Católica de Lovaina, Universidad de Cuenca)
La presencia de los inmigrantes de la periferia en los territorios centrales ha causado un quiebre de la cartografía tradicional establecida por los imperios colonizadores en la que la metrópolis y las colonias podían ser distinguidas con claridad. La migración internacional contemporánea de los habitantes de las periferias a los centros marca un período de transformación del sistema mundo moderno colonial en el que los órdenes tradicionales están siendo desordenados y desorganizados y en el que emergen nuevos retos de convivencia e interacción entre dos grupos –política y socialmente- claramente definidos. Para este estudio se ha considerado el caso de los migrantes ecuatorianos en España para analizar como tanto a nivel de políticas como de imaginario social, la convivencia de dos grupos –extranjeros y naturales- está marcada de manera significativa por una continuidad de prácticas de clasificación y jerarquización típicas de la tradición colonial. A través del concepto de colonialidad del poder aplicado al análisis de la migración, se pretende explicar como el concepto de “nativo americano” basado en criterios raciales, es traducido en un contexto contemporáneo al de “migrante laboral” para crear una nueva categoría de sujetos subalternos que refuerza una clasificación entre grupos sociales bien delimitados y un modo jerárquico de interacción entre individuos periféricos y centrales. En esta presentación se pretende explicar como migrantes ecuatorianos y españoles naturales van a definir sus identidades basándose en una lógica colonial, y el papel que juegan los gobiernos de los dos países en el resurgimiento de las nociones de “ecuatorianidad” y “españolidad” para sustentar estas identidades y definir sus convivencia. La emergencia de la identidad ecuatoriana, reforzada por el gobierno puede ser analizada como una forma de resistencia y reinvindicación que se hace desde una posición de subordinación desde el sur para contestar las políticas migratorias fomentadas desde el norte y sustentadas en el concepto de lo legítimamente español.

10) De colonização e decolonialidad: som, potência e tradução na fala rastafari
Felipe Neis Araujo (Universidade Federal de Santa Catarina)
Minha proposta para este texto/fala é descrever algumas reflexões de Rastafaris jamaicanos sobre a potência das palavras e sons. Os objetos de análise são enunciados pronunciados por Rastafaris acerca dos modos da fala e das palavras; suas armadilhas e suas potencialidades. Meu ponto de partida é uma cena na qual um Rastafari ensina a um antropólogo que para pensar de maneira correta é preciso conhecer a potencialidade das palavras. É comum nas falas Rastafari a transformação de termos e fonemas considerados babilônicos em palavras/sons positivos [up-full]. Ao longo da exposição tratarei de descrever as relações entre Babilônia, cativeiro, opressão e modos de ser e agir considerados inadequados pelos Rastas. Através da descrição e discussão de exemplos etnográficos será argumentado que este processo de tradução cultural rastafari é também uma práxis de reflexão e transformação da linguagem dos colonizadores em uma linguagem descolonizada.

11) Darcy Ribeiro e a critica decolonial através de suas traduções ao italiano
Katia Zornetta (Universidade Federal de Santa Catarina)
Trata-se, nesta comunicação, de analisar as orientações e categorias do pensamento de Darcy Ribeiro a partir do enfoque decolonial. Entre elas, a hierarquização das sociedades que divide o mundo em europeu/não-europeu, centro/periferia, superior/inferior; configurações sociais híbridas e os pressupostos dos intercâmbios transculturais; assim como o conceito de raça que sustenta sua reflexões. Em particular, as conjunções e disjunções entre as argumentações de Darcy Ribeiro e a crítica decolonial serão levadas em consideração a partir da análise de suas traduções ao italiano e da sua recepção na Itália.

12) Intérpretes sociales en México: construcción de una etnografía doblemente reflexiva con enfoque decolonial
Cristina V. Kleinert (Universidad Veracruzana)
En esta comunicación se reflexionará sobre la estrategia metodológica de una investigación en curso con intérpretes de lenguas indígenas en México donde se identifican ejes transversales en cuanto a relaciones de poder y diferencia entre los actores que conforman tanto la práctica de la interpretación en los ámbitos de administración y procuración de justicia, como en la puesta en marcha de la estrategia de formación y acreditación de intérpretes, donde se articulan comités interinstitucionales que incluyen ya la sociedad civil como actores clave. Leemos la realidad desde el enfoque de-colonial en este campo, donde desde el surgimiento de la práctica de interpretación durante la colonia, el papel del intérprete como mediador está en configuración y es controvertido. Nos interesa pensar en torno a cómo abordamos desde los estudios interculturales en el campo de la educación y a través de una etnografía doblemente reflexiva con elementos de autoetnografía, la construcción colaborativa de políticas públicas en torno al reconocimiento de los derechos lingüísticos de los pueblos indígenas y por ende el derecho al intérprete en México.

CRÉDITOS DAS TRADUÇÕES

Italiano: Nicoletta Cherobin

Espanhol: Rosario Lázaro Igoa & Luz Adriana Sánchez Segura

Alemão: Melanie Strasser

One thought on “Simpósio: Tradução de-colonial

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