Simpósio: LITERATURA NACIONAL, LITERATURA TRADUZIDA E MEMÓRIA: AS TRADUTORAS ATRAVÉS DA HISTÓRIA

Coordenadores: Germana de Sousa (UnB) e Marie-Hélène Catherine Torres (UFSC)
Apresentação

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Cabe neste simpósio, comunicações que visam à reconstrução do cânone das escritoras invisibilizadas e esquecidas pela história literária de uma determinada cultura (nacional ou estrangeira), ao redimensionamento e às investigações do papel da história literária na constituição do cânone das tradutoras (muitas vezes traduzindo escritoras), à trajetória/perfil de importantes tradutoras, muitas delas escritoras-tradutoras desde a Idade Média até o século 21. Interessamo-nos também por estudos acerca de obras da historiografia literária escritas e traduzidas por mulheres que caíram, por razões a determinar, no esquecimento.
No intuito de redimensionar as histórias literárias, numa perspectiva de estudo de gênero, o simpósio busca mapear questões acerca da literatura de e traduzida por mulheres, tendo em vista a legitimação e visibilidade do trabalho de tradutoras e escritoras em determinadas culturas e sistemas literários. Oscilando entre o feminismo e os estudos da tradução, a tradução no feminino é um campo de pesquisa a explorar. A função do tradutor, e da tradutora, é primordial, pois deixa sua marca idiossincrática nos textos que traduz. Interessar-se pelas tradutoras demostra uma vontade de elucidar o verdadeiro papel que desempenharam na história das culturas. Jean Delisle, em Portraits de traductrices, retrata o perfil de onze tradutoras de renome como Madame Dacier, Jane Wilde ou ainda Albertine Necker de Saussure, provando o impacto intelectual e inovador que tiveram em determinadas culturas.
O presente simpósio pretende ainda debater sobre as tradutoras-escritoras no Brasil e no mundo, as grandes tradutoras do passado e da atualidade, com apresentação de perfis de tradutoras, de aspectos técnicos da escrita e da tradução feministas, como o faz Luise von Flotow e procura ainda estudar a recepção das tradutoras num sistema literário e cultural, evidenciando aspectos culturais, editoriais, simbólicos, políticos, canônicos, etc. Tradução comentada de textos traduzidos por tradutoras são igualmente bem-vindos.


Local: Sala 244, CCE, bloco A

HORÁRIOS

PERÍODO 24 25 26
10:00-11:30 La traduction de femmes comme travail de mémoire (Translating Women as Memory Work)
Luise von Flotow (UOttawa)
Elizabeth Bishop e a tradução do Brasil
Jorgiana Antonietta Nunes de Azevedo (UnB)
Mulheres tradutoras de poesia no Brasil (1960-2009)
Marlova Aseff (tradutora e pesquisadora)
A Hitória que a História esqueceu
Marie-Hélène Catherine Torres (UFSC)
13:30-15:00 Cecília Meireles tradutora
Thiago André Veríssimo (UFPA)
Do Senegal ao Brasil: tradução experimental
De la Grève des bàttus de Aminata Sow Fall
Clarissa Prado Marini (UnB)
Afinidades eletivas: Ana Cristina Cesar e suas vozes femininas
Josina Nunes Magalhães Roncisvalle (POSTRAD/UnB)
Clarice Lispector: escritora-tradutora
Norma Andrade da Silva (UFSC)
Escritores brasileiros tradutores: o caso Rachel de Queiroz
Germana Henriques Pereira (UnB)
Lorena Rabelo (UnB)
Lorena Timo (UnB)
15:30-17:00 Les fous de Bassan, de Anne Hébert, na tradução brasileira de Vera de Azambuja Harvey
Lílian Virgínia Pôrto (UFG)
Ofir Bergemann de Aguiar (UFG)
Louise Forsyth (University of Saskatchewan, Canada)
Os paratextos em O Último Homem, de Mary Shelley: da autora à tradutora
Patrícia Rodrigues Costa(POSTRAD/UnB)
Clarice Lispector tradutora e as páginas lacunares da crítica
Rony Márcio Cardoso Ferreira (PosLit – UNB)
Escrever desde meu corpo: feministas traduzindo feministas (um looping)
Tatiana Nascimento dos Santos (UFSC)
O estilo camp no conto “The Other Boat” de E. M. Forster
Garibaldi Dantas de Oliveira
(DINTER UFSC/UFPB/UFCG)

RESUMOS

1) Do Senegal ao Brasil: tradução experimental
De la Grève des bàttus de Aminata Sow Fall
Clarissa Prado Marini (UnB)

O surgimento de Aminata Sow Fall como escritora na década de 1960 é inovador por vários fatores: uma autora mulher da África subsaariana de língua francesa e de religião muçulmana. Hoje a autora é premiada e reconhecida por sua importância na Literatura Africana e honrosamente citada como uma das grandes damas da literatura da África. Através de seus livros, ela recupera sua própria identidade e recupera as vozes da história e cultura tradicionais que se comunicam com a sociedade atual. La Grève des bàttu ou Les Déchets humains – segundo e mais lido romance da autora – é permeado por múltiplos fatores culturais e mesclas linguísticas que tornam a sua tradução desafiadora e a tomada de decisões pela tradutora bastante discutível. O livro tem traduções publicadas em mais de dez idiomas, apesar de nunca ter sido publicada uma tradução em português. Neste trabalho proponho uma tradução e a discussão de questões que surgiram ao longo do processo tradutório deste romance.

2) Escritores brasileiros tradutores: o caso Rachel de Queiroz
Germana Henriques Pereira (UnB)
Lorena Rabelo (UnB)
Lorena Timo (UnB)

Trata-se de estudar o papel fundamental de Rachel de Queiroz no sistema literário brasileiro, tanto como escritora importante do chamado Romance de 30, e enquanto tradutora e organizadora de coleção para a Livraria e Editora José Olympio, na coleção Fogos Cruzados, juntamente com José Lins do Rêgo, escritor paraibano, também inserido na história literária como autor do mesmo período e gênero literários. Rachel traduziu de segunda mão autores russos, traduziu autores franceses e de língua inglesa. O interesse é analisar, ainda que brevemente, a Rachel de Queiroz tradutora, suas escolhas e sua importância na história da tradução dos clássicos no Brasil.

3) Afinidades eletivas: Ana Cristina Cesar e suas vozes femininas
Josina Nunes Magalhães Roncisvalle (POSTRAD/UnB)

Em outubro deste ano (2013), completará 30 anos da morte de Ana Cristina Cesar. Sua vida e sua poesia, sua literatura, de uma maneira geral a aproximam, claramente, de algumas vozes femininas da literatura, como as das norte-americanas Sylvia Plath e Emily Dickinson e da russa Marina Tsvetaieva. Mas, em face das circunstâncias que motivaram profundamente Ana Cristina Cesar, uma relevante questão que se coloca é investigar a influência que suas escolhas tradutórias exerceram sobre sua obra e sua vida. Tais fatos são geradores de muitas outras indagações. Seria mesmo aplicável ao tradutor a sugestão de Valery Larbaud, “Diz-me quem traduzes e te direi quem és”?

4) Les fous de Bassan, de Anne Hébert, na tradução brasileira de Vera de Azambuja Harvey

Lílian Virgínia Pôrto (UFG)
Ofir Bergemann de Aguiar (UFG)
Louise Forsyth (University of Saskatchewan, Canada)

O romance Les fous de Bassan (1982), da escritora quebequense Anne Hébert, recebeu, no Brasil, o título Os gansos selvagens de Bassan (1986) e foi traduzido por Vera de Azambuja Harvey. O objetivo desta comunicação é mostrar como a tradução brasileira deste romance apresenta o jogo entre poder e resistência feminina que se depreende do original, examinando as escolhas das palavras, por parte da tradutora, e a sua atenção ou não às nuanças do texto hebertiano que contribuem para enfatizar os sofrimentos e os gestos de resistência frente aos poderes patriarcais. Além disso, observaremos se é possível notar preocupação da tradutora com as marcas literárias do texto. Acreditamos que muitas das escolhas tradutórias devem-se ao fato de a tradutora ter sido professora de língua e literatura francesas, o que ilustra nosso entendimento de que a ideologia subjacente à prática de cada profissional influencia seu trabalho, conforme sustentam Lefevere, Luise von Flotow e Lobtinière-Harwood.

5) La traduction de femmes comme travail de mémoire (Translating Women as Memory Work)
Luise von Flotow (UOttawa)

Il s’agit de parler sur Ulrike Meinhof (journaliste allemand des annees 60). Cette femme a participé de groupes de terrorisme urbain (1970-72) et sa réputation internationale dépend de ces deux ans de sa vie (dans le groupe Baader-Meinhof). Je parlerai de cette question de ‘réputation internationale’ que la traduction de son oeuvre antérieure changera.

6) A Hitória que a História esqueceu
Marie Helene Torres (UFSC)

A problemática aqui consiste em descobrir quais elementos contribuem à canonização, à decanonização ou à recontextualização das obras, especificamente das escritoras francesas do século18. Questionarei o cânone estético com o intuito de elaborar um conceito inovador sobre a história literária, um conceito que fugiria da rigidez do cânone literário tradicional em busca de autonomia intelectual, liberdade de escolha, leitura e pensamento críticos. As obras da historiografia literária à quais me refiro, caíram, por razões a determinar, no esquecimento. Tentarei desvendar as razões que tornaram as escritoras francesas do século 18 invisíveis, principalmente sabendo que duas delas eram as mais lidas do século 18!

7) Mulheres tradutoras de poesia no Brasil (1960-2009)
Marlova Aseff (tradutora e pesquisadora)

A proposta desta comunicação é a de dimensionar a presença feminina especificamente na tradução de poesia no Brasil em cinco décadas do século XX (de 1960 a 2009). Partindo de levantamento bibliográfico realizado para a tese POETAS-TRADUTORES E O CÂNONE DA POESIA TRADUZIDA NO BRASIL (1960-2009), será dada especial atenção às poetisas brasileiras que se dedicaram à tradução, seu perfil, interesses literários e escolhas no âmbito da tradução. Da segunda geração modernista, destacarei Cecília Meireles e Henriqueta Lisboa; da Geração de 45, Idelma Ribeiro de Faria, Dora Ferreira da Silva e Stella Leonardos; da geração imediatamente posterior ao Modernismo, Mariajosé Carvalho, e da geração de 1960/70, Olga Savary, Ana Cristina César e Roswitha Hellbrugge. Das poetisas tradutoras contemporâneas, serão apreciadas a produção tradutória de Claudia Roquette-Pinto, Janice Caiafa, Josely Vianna Baptista, Paula Glenadel, Thereza Christina Rocque da Motta e Virna Teixeira.

8) Os paratextos em O Último Homem, de Mary Shelley: da autora à tradutora
Patrícia Rodrigues Costa (POSTRAD/UnB)

Mary Shelley foi uma escritora britânica, filha de um filósofo e uma pedagoga feminista, porém é mais conhecida como a esposa do poeta inglês Percy Shelley e autora de Frankenstein ou o Moderno Prometeu. De acordo com Alegrette (2008, p.9), a autora transmitiu às suas obras um pouco de suas experiências: perdas que deixaram marcas profundas, atos transgressivos e estranhos eventos. Publicada em 1826, The Last Man é considerada um obra de ficção científica que prevê o fim da humanidade devido a uma praga, ou seja, apocalíptico. Escrita após a morte de Lord Byron, essa obra recebeu duras críticas devido à morbidez da narrativa, ficando praticamente no anonimato até ressurgir na década de 1960 provavelmente devido à volta da popularidade de obras de ficção científica. Pouco conhecida pelo público, essa obra foi traduzida para o português brasileiro pela primeira vez em 2007 pela tradutora Marcella Furtado e faz parte de uma coletânea de edições bilíngues publicada pela editora Landmark.

9) Clarice Lispector tradutora e as páginas lacunares da crítica
Rony Márcio Cardoso Ferreira (PosLit – UnB)

Há, exatamente, 70 anos, Clarice Lispector estreava no mundo literário com a publicação de Perto do coração selvagem (1943). A partir de então, muita tinta e papel foram gastos pela crítica a respeito da escritora e sua literatura. Contudo, podemos dizer que falta um trato mais cuidadoso à tarefa da tradução exercida por Lispector ao longo de seu projeto intelectual como um todo, sobretudo porque suas atividades como tradutora iniciaram-se antes mesmo da publicação do romance de 1943, uma vez que data de 1941 a primeira tradução publicada pela, então, jovem estudante de direito. É importante salientar que parece ocupar o perfil de Clarice tradutora, no mínimo, um espaço lacunar no seio da crítica, constatação essa corroborada pelas “rápidas e rasteiras” menções encontradas sobre o “ofício paralelo” exercido pela escritora, principalmente quando nos lembramos da considerável fortuna crítica existente até o momento. Sob essa égide, a comunicação a ser apresentada visa, sob a ótica dos postulados dos Estudos de Tradução, da Teoria Literária e da Literatura Comparada, uma revisitação crítica dos estudos realizados sobre a tradução levada a cabo pela intelectual, bem como pretende evidenciar um perfil de Lispector não sobressalente no meio crítico. É nesse sentido que acreditamos ser papel de uma crítica subsequente o de assumir as responsabilidades pelos passados não ditos, não explorados ou divulgados, já que, quando nos lembramos de Clarice Lispector, estamos destinados, de alguma forma, a falar a partir dos atuais tempos de pós-crítica.

10) Escrever desde meu corpo: feministas traduzindo feministas (um looping)
Tatiana Nascimento dos Santos (UFSC)

Duas entradas: Adrienne Rich e a escrita do corpo: desde o corpóreo às teorizações (1984/2003); Bella Brodzki e a tradução-arqueologia: tarefa de memorialização, desenterrar os ossos do esquecimento (2007). Vão a dois caminhos: traduzi Luise von Flotow, Traduzindo Mulheres: De Histórias e Re-Traduções Recentes à Tradução ‘Queerizante’ e Outros Desenvolvimentos Significativos (2011/2011), e Pilar Godayol, “Eu Gosto de Mulheres”: Considerando Afinidades Femininas em Tradução (2011/2013). E um texto: assunções reflexivas-metodológicas dessa jornada por políticas textuais assumidas, porque feministas: eu, as traduzidas, as escritas todas, suas razões. Desde uma mirada: Barbara Godard e a tradução feminista: prática de reescrita colaborativa, encontro de alteridades, desmantelo de hierarquizações sexuais/textuais (1988). Retomando “a lésbica em nós” (Rich também,1976/1978): metáfora corpórea, dessa vez, e de volta à entrada, que vou traduzindo-pensando desde meu corpo negro lesbiano.

11) Cecília Meireles tradutora
Thiago André Veríssimo (UFPA)

Cecília Meireles teve uma atividade intensa como tradutora, no período de 1947 a 1961, traduzindo autores como Virgina Woolf, Frederico García Lorca e Rainer Maria Rilke, entre outros. Publicou suas traduções em livros e Suplementos Literários nos mais diversos jornais brasileiros. Um dos jornais em que a autora publicou ativamente foi o jornal A Folha do Norte, de Belém do Pará. Este trabalho, portanto, objetiva verificar a participação de Cecília Meireles enquanto tradutora, no Suplemento “Arte-Literatura”, do referido jornal, no final do decênio de 1940.

12) Elizabeth Bishop e a tradução do Brasil
Jorgiana Antonietta Nunes de Azevedo (UnB)

Elizabeth Bishop (1911-1979) destaca-se internacionalmente nos anos 60 como expoente para a internacionalização do Brasil, tornando-o cenário de conflitos morais e estéticos em diversos livros e poemas de sua autoria. Mesmo tendo seu desempenho tradutório amplamente criticado, a disposição da poeta em apresentar ao público estrangeiro a beleza lúbrica do Brasil por meio da tradução serviu para agregar ainda mais seu repertório de obras que desnudam a inocência e fatalidade com que os brasileiros definem a si e a seu meio. Diante da importância literária alcançada por Bishop no sistema literário anglo-falante, suas traduções de João Cabral de Melo Neto e Carlos Drummond de Andrade avivaram a temática brasileira internacionalmente. Também é de suma importância observar como Bishop traduz em seus textos (originais e traduzidos) a conflitante integração com a cultura e o contexto político brasileiro para apreender a profunda homenagem e crítica que faz ao país.

13) O ESTILO CAMP NO CONTO “THE OTHER BOAT” DE E. M. FORSTER
Garibaldi Dantas de Oliveira
Doutorando DINTER UFSC/UFPB/UFCG

O Trabalho é uma tradução comentada do estilo camp no conto “The Other Boat” de E. M. Foster, principalmente na fala do personagem Cocoanut e nas descrições exageradas feitas pelo narrador do personagem Lionel March. O trabalho também analisa as implicações do uso desse modo de expressão na narrativa.
Palavras-chave: Tradução Comentada. Camp. Edward Morgan Forster. The Other Boat.

14) Clarice Lispector: escritora-tradutora
Norma Andrade da Silva (UFSC)

Clarice Lispector tornou-se escritora reconhecida no Brasil inteiro pelos seus romances, contos e crônicas, e muito de sua obra foi traduzido para diversas línguas. Contudo ainda há um campo, para o qual ela muito contribuiu, pouco explorado pela crítica e pelos pesquisadores: o da tradução. Neste trabalho, apresento o perfil da Clarice tradutora/adaptadora, a fim de dar visibilidade às suas traduções de algumas escritoras consideradas canônicas da literatura mundial. Essas traduções foram feitas a partir de um momento delicado em sua vida: separação conjugal, volta ao Brasil e necessidade financeira, segundo suas palavras. Apesar de não teorizar sobre tradução, ela apresenta sua concepção do ato de traduzir na crônica Traduzir procurando não trair. Como referencial teórico para este trabalho, baseio-me (i) na obra de André Luís Gomes, Clarice em cena e (ii) em seu artigo Entre espelhos e interferências: a problemática da tradução para Clarice Lispector; e (iii) na biografia de Benjamin Moser.
Palavras-chave: Clarice Lispector. Tradução. Literatura.

CRÉDITOS DAS TRADUÇÕES

Italiano: Nicoletta Cherobin

Espanhol: Rosario Lázaro Igoa & Luz Adriana Sánchez Segura

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