Simpósio: História e Historiografia da Tradução I – Brasil

Coordenadores:
John Milton (USP)
Marcia A. P. Martins (PUC-Rio)

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Este Simpósio pretende oferecer espaço para a apresentação de trabalhos sobre aspectos específicos da história da tradução, especialmente do Brasil, e trabalhos mais gerais sobre tendências e correntes históricas da tradução. Lieven D’hulst, no artigo “Why and How to Write Translation Histories” (2001), publicado na revista CROP 6  — “Emerging Views on Translation History in Brazil”, aponta possíveis enfoques para estudos historiográficos da tradução, que podem se voltar, por exemplo, para os tradutores, para os textos que são objeto de tradução, para os veículos desses textos, para as motivações do gesto tradutório, para as estratégias empregadas, para os agentes iniciadores e facilitadores das traduções e para o público ao qual esses textos se destinam. A esses enfoques podemos acrescentar, ainda, as teorias de tradução, a recepção de obras traduzidas e o uso político das traduções, dentre outros. Além disso, a massa crítica acumulada nos últimos anos já permite que estudiosos se debrucem também sobre a historiografia da tradução propriamente dita: o que já foi feito, por quem, e de que modo. A Subárea de Historiografia da Tradução no X Encontro de Tradutores em Ouro Preto em 2009 teve apresentações de grande interesse, uma seleção das quais foi publicada no periódico Tradução e Revista 8 (2010/1) Contribuições para uma historiografia da tradução. Espera-se que o Simpósio de Historiografia proposto dê continuidade às produções anteriores, ajudando a construir história(s) da tradução e a mapear esse território onde há tanto a ser explorado.

Local: Auditório HENRIQUE FONTES , CCE, bloco B

HORÁRIOS

PERÍODO 24 25 26
10:00-11:30 A primeira tradução de La Fontaine no Brasil
Ana Cristina Cardoso
(Universidade Federal da Paraíba – UFPB)
Chapeuzinho Vermelho: marcas ideológicas e poetológicas de suas escritas e reescritas
Anna Olga Prudente de Oliveira (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio)
A Taça de Dionísio: presença da obra de Mishima no Brasil e do Brasil na obra de Mishima
Andrei Cunha
(Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Readaptações do Quixote: uma discussão sobre fama literária e agência
Silvia Cobelo (Universidade de São Paulo – USP)
Book illustration as translation and how Dickens’s The Pickwick Papers was translated into pictures in England and in Brazil
Nilce M. Pereira (UNESP/CITRAT-USP)
13:30-15:00 “As Cartas Chilenas”: a pseudotradução de Tomás Antônio Gonzaga
John Milton (Universidade de São Paulo – USP)
A tradução no Segundo Reinado: o seu papel no polissistema literário na construção da identidade cultural nacional durante o governo de Dom Pedro II
Juliana Claudio
(Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC)
As contribuições da tradução escrita para a sociedade brasileira do século XIX
Dennys da Silva Reis
(Universidade de Brasília – UNB)
Tradução e Censura durante a ditadura de Getúlio Vargas (Estado Novo, 1937-1945)
Sônia Fernandes (Université de Montréal)
Tradução e Recepção do Surrealismo no Brasil
Anderson da Costa (UFSC)
15:30-17:00 A Mafalda no Brasil: que história é essa?
Bárbara Zocal da Silva (Universidade de São Paulo – USP) e Heloísa Cintrão (Universidade de São Paulo – USP)
Influências Recebidas e Irradiadas – Caracterização das influências recebidas pelo tradutor Paulo Rónai durante sua formação na Europa e a maneira como, posteriormente, irradiou essa carga cultural no Brasil
Zsuzsanna Spiry (Universidade de São Paulo – USP)
A Historiografia da Tradução Audiovisual
Elaine Alves Trindade (UNINOVE)
Harmonia estrangeira: representação e transculturação nas traduções de canções brasileiras
Marly D’Amaro Blasques Tooge (USP)
Mapeamento dos tradutores de poesia no Brasil (1960-2009)
Marlova Aseff (tradutora e pesquisadora)

RESUMOS

Resumos das comunicações

1) A Historiografia da Tradução Audiovisual
Elaine Alves Trindade (UNINOVE)
Este trabalho pretende apresentar a evolução da Teoria da Tradução Audiovisual, particularmente da Tradução para Legendas, desde o primeiro estudo, que segundo Diaz-Cintas foi escrito em 1957 por S. Laks, no qual abordava aspectos da tradução em legendas sob o ponto de vista do tradutor, até a inclusão da Tradução Audiovisual nos Estudos da Tradução no início da década de 1990. Além dos primeiros trabalhos publicados, receberá também um destaque especial o artigo de Lucien Marleau do início da década de 1980, no qual ele apresenta uma descrição muito mais profunda da legendagem, chegando inclusive a propor uma divisão do processo linguístico desse tipo de tradução em seis funções distintas, trabalho este que muito contribuiu para a prática e a teoria da Tradução para Legendas da forma que conhecemos hoje.
elainetrindade@uol.com.br

2) A Mafalda no Brasil: que história é essa?
Bárbara Zocal da Silva (USP) e Heloísa Cintrão (USP)
Inicialmente, este trabalho sintetiza informações sobre as traduções da Mafalda no Brasil (RAMOS 2010; RAMOS 2011), no contexto da história em quadrinhos no país (VERGUEIRO e SANTOS 2011). Para os três projetos de tradução desses quadrinhos de Quino realizados no Brasil, apresentaremos dados referentes a editoras, tradutores e formatos de publicação. Focalizaremos então o segundo projeto: as traduções publicadas pela editora Global nos anos 80, a cargo de Mouzar Benedito e Henfil, incluindo informações obtidas em entrevista com Mouzar Benedito (SILVA 2012). Foi um trabalho de tradução que se diferenciou por marcas estrangeirizantes, talvez inesperadas em traduções do gênero quadrinhos. Abordaremos esse aspecto à luz de discussões caras aos Estudos da Tradução (SCHLEIERMACHER 1813; TOURY 1995; VENUTTI 1998), interpretando-o a partir de seu contexto: as características da editora Global, o perfil dos tradutores, o momento histórico em que essa tradução foi projetada e realizada.
heloisacintrao@yahoo.com.br


3) A primeira tradução de La Fontaine no Brasil
Ana Cristina Cardoso (UFPB)
Objetivamos neste trabalho apresentar o início da história das fábulas de La Fontaine no Brasil, seus primeiros tradutores assim como suas traduções. A priori não haveria nenhuma dificuldade em se determinar a primeira tradução em português, editada no Brasil, das fábulas lafontainianas: afinal, o ano de publicação seria o bastante para tal empreitada. Veremos, no entanto, que essa tarefa não é tão simples assim. Dependendo do critério adotado, podemos apresentar até três traduções, de três tradutores diferentes, como sendo aquela que detém do título de primeira tradução, aquela que revelou para o público brasileiro a arte do fabulista francês. Quem são esses tradutores? Quais são e de quando são essas traduções? Tais perguntas serviram como fio condutor para nosso estudo.
anacristinaufpb@gmail.com

4) A Taça de Dionísio: presença da obra de Mishima no Brasil e do Brasil na obra de Mishima
Andrei Cunha (UFRGS)
Pretende-se recuperar, por meio do exemplo do autor japonês mais traduzido no Brasil, indícios da presença da cultura japonesa na história da tradução e atividade editorial brasileira na segunda metade do século XX. Discute-se inicialmente a relação do escritor Mishima Yukio com o Brasil, iniciada já nos anos 1950, quando visitou o Rio e São Paulo. Em seguida, descreve-se o boom Mishima dos anos 1980, com o objetivo de identificar, nessa narrativa de contato entre culturas, exemplos de um suposto orientalismo brasileiro. Propõe-se uma reflexão sobre o polissistema de tradução no Brasil, que procede como se o confortável rótulo de “ocidental” servisse tão bem ao caso nacional que dispensasse o exame de obras literárias do Japão – e, quando esse exame ocorre, ele se dá pela via do regionalismo europeu ou do orientalismo norte-americano: da tradução de uma tradução.
andreicunha@gmail.com


5) “As Cartas Chilenas”: a pseudotradução de Tomás Antônio Gonzaga
John Milton (USP)
Esta comunicação, que faz parte de um projeto maior sobre o papel da tradução na Inconfidência Mineira, analisa “As Cartas Chilenas”, a pseudotradução de Tomás Antônio Gonzaga, um ataque virulento ao Luís Cunha de Meneses, o governador português da capitânia de Minas Gerais de 1783 a 1788, responsável pela derrama, o imposto no comércio de ouro. Meneses é disfarçado como o “Fanfarrão Minésio”, o governador do “Chile”, e Critilo (Gonzaga) relata os desmandos, atos corruptos, nepotismo, abusos de poder em “Santiago” a “Doroteu”, seu amigo (Cláudio Manuel da Costa). Essa comunicação separa as pseudotraduções em “abertas”, onde a pseudotradução é usada como tipo de “framing”, ou para evitar a censura, mas a autoria é geralmente conhecida. Don Quijote e Lord of the Rings são exemplos. E as pseudotraduções “cobertas”, quando há uma tentativa de esconder a autoria verdadeira, que muitas vezes acontece com pseudotraduções na área comercial, de mangás, ficção científica, e romances de amor.
jmilton@usp.br

6) Título: As contribuições da tradução escrita para a sociedade brasileira do século XIX
Dennys da Silva Reis (UNB)
O século XIX foi um momento de grandes mudanças para a sociedade brasileira, época em que ocorreram grandes eventos políticos, sociais, artísticos e culturais. Muitos são os personagens do oitocentismo que deixaram suas contribuições para a História do Brasil. Todavia, no que tange à tradução escrita, ainda se vê a invisibilidade e o demérito desta materialidade e de seu agente-produtor na historiografia e história dos diversos campos do saber no Brasil. O presente trabalho visa mostrar as contribuições da tradução escrita para a sociedade brasileira oitocentista. Para alcançar tal objetivo, se evocará a História social e cultural do Brasil – a fim de mostrar alguns acontecimentos em que a tradução está implícita e explicitamente associada – e também o nome de alguns tradutores e o título de algumas traduções – com a intenção de enfatizar suas devidas colaborações à época e aos diversos campos do conhecimento. Além de mostrar as contribuições, visa-se também salientar as suas consequências sobre a História do Brasil e a História das ciências em geral.
reisdennys@gmail.com

7) Título: A tradução no Segundo Reinado: o seu papel no polissistema literário na construção da identidade cultural nacional durante o governo de Dom Pedro II
Juliana Claudio (UFSC)
A presente pesquisa pretende estudar o papel das traduções no polissistema cultural nacional no contexto sociopolítico do período do segundo reinado. Em princípio se tomará como estudo de caso o pensamento sobre tradução de Machado de Assis, Odorico Mendes e De Simoni, com suas produções tradutórias. Pretende-se verificar, através da análise de suas escolhas, a relevância e o papel que desempenhava a tradução no estabelecimento da identidade cultural nacional do período e, ainda, o que motivava as escolhas das obras a serem traduzidas para o português brasileiro. Pensa-se assim, que esta pesquisa pode contribuir para uma edificação mais concreta de uma história da tradução no Brasil focando, em específico, o período entre os anos de 1840 e 1889.
ju_atto@hotmail.com

8) Título: Chapeuzinho Vermelho: marcas ideológicas e poetológicas de suas escritas e reescritas
Anna Olga Prudente de Oliveira (PUC-Rio)
Com base nos Estudos Descritivos da Tradução, este trabalho tem como objetivo analisar reescritas brasileiras do conto Chapeuzinho Vermelho, pertencente ao cânone da literatura infantojuvenil. A pesquisa, de caráter qualitativo, toma como texto fonte a versão francesa de Charles Perrault (séc. XVII), o primeiro a registrar oficialmente essa e outras histórias da tradição oral na literatura escrita. São analisadas as reescritas (traduções e adaptações) e os paratextos (prefácios, posfácios, entrevistas), para investigar como Perrault tem sido traduzido no Brasil. Considero que as traduções estão inseridas em contextos de ideologia e poder, e podem servir aos mais diversos objetivos, como ao desenvolvimento de uma literatura ou mesmo à criação de novos paradigmas literários e sociais. Assim, observando perspectivas ideológicas e poetológicas presentes nas reescritas e nos paratextos, busco analisar concepções de tradução e fatores culturais, linguísticos, ideológicos que podem ter interferido nas escolhas dos tradutores e o efeito potencial dessas escolhas em diferentes épocas.
annaolga@terra.com.br

9) Título: Harmonia estrangeira: representação e transculturação nas traduções de canções brasileiras
Marly D’Amaro Blasques Tooge (USP)
Este trabalho tem base na expansão da área de tradução após o período do chamado Cultural Turn e conforme o proposto por Maria Tymoczko em 2003. As conexões com outras áreas de estudo, levando em conta processos de representação e de transculturação, são nosso foco. No Brasil, a partir da chamada “Era do Rádio”, as canções brasileiras começaram a ser traduzidas para o idioma inglês, seguindo as ideologias da época. Imagens da “nação brasileira”, assim como elementos de linguagem e de cultura foram transportados para o meio internacional, de acordo com os mitos e as utopias que envolviam a ideia de brasilidade. Vemos aqui exemplos de canções traduzidas, ou do uso de letras bilíngues, como formas de expressão de artistas brasileiros e de sua tentativa de valorização cultural e linguística.
marlytooge@terra.com.br

10) Influências Recebidas e IrradiadasCaracterização das influências recebidas pelo tradutor Paulo Rónai durante sua formação na Europa e a maneira como, posteriormente, irradiou essa carga cultural no Brasil
Zsuzsanna Spiry (USP)
Ao concluir pela universalidade do trabalho de Paulo Rónai, depois de ter destacado que ele esteve entre os primeiros, no Brasil, a chamar a atenção para o prosador João Guimarães Rosa em 1946, e para o poeta Carlos Drummond de Andrade, ainda na Hungria, em 1938, Nelson Ascher propõe uma reflexão: “Não há algo de surpreendente em ser um húngaro um dos primeiros a demonstrar a indiscutibilidade do valor de autores que freqüentemente nos parecem tão locais, tão – diríamos – intraduzíveis? Não há, na possibilidade mesma desse juízo por parte de quem o fez, uma tradução intelectual prévia, anterior a qualquer outra feita no papel?” Se lançarmos um olhar ao conjunto da obra de Paulo Rónai, especificamente ao percurso de suas primeiras traduções, não teremos como discordar de Ascher. O objetivo desse estudo é caracterizar a formação que deu ensejo a esse percurso e historicizar as influências que Rónai recebeu, para, em seguida, verificar como se deu sua irradiação no campo da tradução no Brasil. Para tanto vamos examinar a atuação da classe literária na Hungria, no primeiro quarto do século XX, notadamente ícones como Kosztolányi Dezső e Babits Mihály, entre outros, já que nesse país, a tradução é uma parte integrante e nobre da atividade literária.
zsspiry@gmail.com

11) Mapeamento dos tradutores de poesia no Brasil (1960-2009)
Marlova Aseff (tradutora e pesquisadora)
Com base no levantamento bibliográfico de poesia traduzida realizado para a tese “Poetas-tradutores e o cânone da poesia traduzida no Brasil (1960-2009)”, proponho para esta comunicação apresentar alguns mapas sobre o perfil e a atuação dos tradutores de poesia no Brasil nas últimas cinco décadas, mostrando as suas ocupações e interesses outros que não a tradução e, quando poetas, a que geração pertencem, seus vínculos com outras formas de arte e outras informações.
marlova.aseff@gmail.com

12) Título: Readaptações do Quixote: uma discussão sobre fama literária e agência
Silvia Cobelo (USP)
Esta comunicação envolve estudos cervantinos, fama literária e recepção brasileira do Quixote, com fundamentação em estudos da tradução e da adaptação. Pretende-se discutir a relação polêmica entre as readaptações, republicações e a fama literária de uma obra. Assim como no fenômeno da retradução, discutido por Berman, Gambier, Pym, Koskinen, Venuti, a readaptação coloca em evidência a manipulação feita pelos agentes (Lefevere, Milton). As celebrações cervantinas do início deste século trouxeram dezenas de publicações. Além de duas retraduções e três republicações de traduções antigas do Quixote, surgiram republicações das versões de Lobato, Lessa e Angeli. Essas reescrituras convivem com outras, como traduções de adaptações estrangeiras e readaptações contemporâneas. Com ajuda de um panorama historiográfico das edições, agentes, incluindo biografia dos adaptadores, aspira-se compor a trajetória editorial das adaptações do Quixote no Brasil, focando os dez autores mais republicados.
silvia.cobelo@usp.br

13) Título: Tradução e Censura durante a ditadura de Getúlio Vargas (Estado Novo, 1937-1945)
Nome: Sônia Fernandes (Université de Montréal)
Resumo:
Este trabalho origina-se da pesquisa de doutorado em andamento, Censura nas traduções brasileiras nos períodos de ditadura (Estado Novo e Ditadura Militar). Trata-se aqui de analisar a relação entre os diferentes mecanismos de censura e as estratégias de tradução (omissões, acréscimos, modificações, substituições) utilizadas pelos tradutores durante o Estado Novo para contornar a censura e/ou expressar suas ideologias sociopolíticas. Ilustraremos a análise com obras literárias traduzidas e censuradas no período. Busca-se refletir sobre: tipos de traduções publicadas, quem as publicava, quais foram censuradas, quais censuras sofreram, quem censurava, quem traduzia, qual a influência dos diferentes mecanismos de censura (censura prévia, censura repressiva, autocensura) nas estratégias de tradução. O projeto adota como base teórica os estudos descritivos e sociológicos da tradução (André Lefevere, Gideon Toury, Pierre Bourdieu). Alguns conceitos e teorias, como “patronagem”, a relação entre normas e censura e o “habitus” como perpetuação dos discursos dominantes sustentam a análise.
sm.de.melo.fernandes@umontreal.ca

14) Título: Book illustration as translation and how Dickens’s The Pickwick Papers
was translated into pictures in England and in Brazil

Nome: Nilce M. Pereira (UNESP/CITRAT-USP)

Book illustration bears many similarities to translation: both activities are commissioned by an editor, both are carried out on an interpretive basis, and both are never accomplished in their totality, as the source text always reaches its target counterpart in a metonymic form. Also, apart from translating the text into visual means, book illustrations perform other functions in the illustrated work, depending on the way the text is transposed visually. The illustrator and the period in which the pictures were produced are constraints influencing the way the text is represented. Based on these premises, this paper examines the original plates to Dickens’s The Pickwick Papers (1836), produced by Seymour and Browne, and those in Brazilian illustrated translations of the novel. It is intended to show how the views of the text as portrayed in the original illustrations were influenced by the context of the 19th century and how these perspectives have changed when the text was re-illustrated or had the original pictures reproduced in the translated editions.
nilce.pereira@gmail.com

15) Título: Tradução e Recepção do Surrealismo no Brasil

Nome: Anderson da Costa (UFSC)

Resumo:
Há uma crença perpetuada pela crítica literária brasileira de que o surrealismo no Brasil jamais existiu. Tal assertiva reproduz a resistência e censura ao surrealismo veiculadas pelos modernistas, especialmente por Mário de Andrade e, posteriormente, pelos concretistas. Contudo, o surrealismo está presente no Brasil desde a década de 20 do século passado, o que faz dele uma história subterrânea e ainda a ser contada. Assim, a pouca visibilidade do surrealismo no espaço literário brasileiro pode ser percebida na pequena quantidade de obras surrealistas traduzidas para o português do Brasil.
Como uma vertente literária que “oficialmente” não fez seguidores é traduzida em nosso país é o que se pretende discutir nessa comunicação. Para tanto, partirei das traduções de obras de André Breton e Paul Éluard, contrapondo dois tipos de tradutores: de um lado o tradutor profissional ou que vê o surrealismo pela ótica da crítica, casos de Ivo Barroso e José Paulo Paes respectivamente, e de outro o tradutor que mantém algum tipo de relação com o surrealismo, seja na condição de escritor, crítico ou estudioso do assunto, caso de Claudio Willer. Espera-se com esse exercício provocar reflexões sobre o papel do tradutor e o espaço ocupado pela sua tradução em um contexto específico, no caso o de uma vertente literária que ocupa um não-lugar no sistema literário brasileiro.

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2 thoughts on “Simpósio: História e Historiografia da Tradução I – Brasil

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