Simpósio: AS TRADUÇÕES DE OBRAS BRASILEIRAS NO EXTERIOR

Coordenadores: Claudia Borges de Faveri (UFSC) e Ana Cristina Cardoso (UFPB)

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Este simpósio propõe acolher pesquisas que visam contribuir para um conhecimento renovado da memória editorial das traduções de obras brasileiras, literárias e ensaísticas, no exterior. O foco dos trabalhos a serem submetidos pode recair sobre os tradutores de obras brasileiras publicadas em paises estrangeiros e/ou sobre as editoras que publicam estas obras no exterior, obras individuais traduzidas e/ou autores brasileiros traduzidos.

Apesar do interesse manifesto e crescente em todo o mundo pelo que se produz no Brasil, em termos culturais e editoriais, seja literatura ou ensaios nas mais diversas áreas do conhecimento, o país desconhece, salvo raras exceções, o estado atual das traduções deste acervo no exterior. Não dispomos no Brasil de suficiente, detalhada e circunstanciada informação sobre a tradução de seus  autores. Quem são os tradutores e editores que realizam esta passagem e de que maneira ela se dá? Quem são os autores brasileiros traduzidos? Como são eles traduzidos, quando e por que? Quais os momentos históricos em que a produção nacional se viu privilegiada nesta ou naquela cultura de acolhida. Que relações se teceram, então, e quais permanecem? Quais autores e/ou obras estiveram em foco?

É fato que o Brasil vem experimentando destaque crescente no exterior. Se em 1994, após ser destaque na importante feira de Frankfurt, na Alemanha, o número de traduções de livros brasileiros aumentou substancialmente, um fenômeno semelhante, mas ainda mais consistente, é esperado para 2013, quando novamente o Brasil será destaque em Frankfurt. No final dos anos 90, o ritmo da presença brasileira no exterior diminuiu consideravelmente, devido à falta de continuidade nos incentivos governamentais, mas atualmente a situação apresenta-se muito diferente disso. Em 2011, a Fundação Biblioteca Nacional apresentou o Programa de Apoio à Tradução e Publicação de Autores Brasileiros no Exterior, um programa federal de estímulo à internacionalização da literatura brasileira que prevê o investimentos significativos ao longo dos próximos dez anos.

Estudar história da tradução não é assunto novo. Desde sempre, tradutores, tendo se debruçado sobre seu trabalho, refletiram, também, sobre a história de sua profissão e de sua prática. Esta história está, no entanto, em sua maioria, fragmentada, aqui e ali, em prefácios e alguns poucos capítulos de livros. A área formalmente constituída dos Estudos da Tradução, enriqueceu-se, a partir dos anos oitenta, com o aporte de teorias e abordagens que ultrapassaram em muito as tradicionais abordagens da linguística e da literatura comparada. A tradução hoje, como o fenômeno complexo que ela é, demanda ser também estudada sob um ponto de vista sociológico e histórico.

No Brasil, do ponto de vista de uma história interna, os estudos em história da tradução começaram já no final da década de oitenta, mas, como muitos pesquisadores são unânimes em afirmar, uma pesquisa mais sistemática e completa ainda espera por ser feita. Em se tratando da tradução de obras brasileiras,  muito mais ainda clama por ser feito. As perguntas que este simpósio se propõe a acolher, discutir e responder compõem um amplo projeto de resgate histórico sobre a publicação de obras brasileiras traduzidas. Passado e presente, articulados, podem vir a formar um retrato importante de como se traduz o Brasil no exterior.

Local: Sala 205, CCE, bloco A

HORÁRIOS

PERÍODO 24 25 26
10:00-11:30 As traduções brasileiras: percursos passados, desafios atuais
Claudia Borges de Faveri
(UFSC)
Miséria e esplendor dos glossários nas traduções da literatura brasileira para o alemão
Thomas Sträter
(Universidade de Heidelberg, Alemanha)
As traduções de obras literárias brasileiras na China
Ye Li
(UFSC)
Traduções para o espanhol de Memórias póstumas de Brás Cubas
Pablo Cardellino Soto
(UFSC)
Capitães da areia e Jorge Amado na Itália
Giselle Larizzatti Agazzi
(USP)
Maria Gloria Vinci
(USP)
13:30-15:00 The enchanting soul of the streets: tradução de crônicas de João do Rio para a língua inglesa
Mirian Ruffini Galvão
(UFSC)
A Recepção de Gilberto Freyre na Itália
Nicoletta Cherobin
(UFSC)
A Literatura Brasileira Traduzida nos Estados Unidos
Sarah Fernandes
(UFSC)
Guimarães Rosa fora do Brasil: padrões nas escolhas de títulos para as traduções de Grande Sertão
Daniel Alves
(UFSC)
15:30-17:00 A construção da literatura brasileira a partir das publicações da editora Métailié
Ana Cristina Cardoso
(UFBP)
A literatura brasileira como literatura traduzida na França nos últimos 12 anos.
Karla Spézia
(UFSC)
Antologias de poesia brasileira traduzidas para o castelhano: seleção e tradução
Rosario Lázaro Igoa
(UFSC)
Darcy Ribeiro: intérprete do Brasil na Itália
Katia Zornetta
(UFSC)
O encontro do Ubirajara alencariano com a sua primeira tradução alemã de 1886
Wiebke Röben de Alencar Xavier
(UFPB)

RESUMOS

1) A construção da literatura brasileira a partir das publicações da editora Métailié
Ana Cristina Cardoso (UFBP)

Desde o século XIX o sistema literário brasileiro é alimentado por traduções de obras literárias europeias. Até meados do século XX a literatura francesa aparece como uma das mais traduzidas no Brasil. O presente trabalho visa mostrar que o movimento inverso já se faz existir ao apresentar um estudo sobre as traduções de obras brasileiras publicadas pela editora francesa Anne Marie Métailié. Fundada em 1979, a Editions Métailié é reconhecida hoje em dia, no cenário editorial da França, como uma das editoras importantes no que diz respeito à publicação de literaturas estrangeiras. Daí nosso interesse em analisar a imagem construída da literatura brasileira na França a partir do catálogo Littérature brésilienne da maison Métalié. Nosso estudo responderá às questões a seguir: como se dá a escolha das obras a serem traduzidas? Qual o lugar da literatura brasileira dentro da Métailié e do mercado literário francês?

2) A literatura brasileira como literatura traduzida na França nos últimos 12 anos
Karla Spézia (UFSC)

Este trabalho consiste em apresentar as obras de literatura brasileira como literatura traduzida dentro do polissistema literário francês nos últimos doze anos (2000 até o presente). Algumas das perguntas fundamentais deste trabalho são: quem é traduzido? O que é traduzido? Qual a posição das obras traduzidas dentro do polissistema literário francês? Nosso objetivo é, a partir das informações obtidas, esboçar um panorama da literatura brasileira na França na atualidade. Tendo por principal base teórica a linha dos Estudos Descritivos da Tradução (DTS) de Gideon Toury, estas obras traduzidas são observadas como fatos da cultura de chegada, fatos cuja existência é resultado de uma série de fatores, uma rede dinâmica de eventos que faz com que estas traduções aconteçam na cultura receptora.

3) A Literatura Brasileira traduzida nos Estados Unidos
Sarah Fernandes (UFSC)

Pretendemos apresentar resultados preliminares de nossa pesquisa, que visa analisar obras de literatura brasileira traduzidas nos Estados Unidos nos últimos 12 anos. Sob a perspectiva dos Estudos Descritivos da Tradução, de Gideon Toury (1995), estas traduções são compreendidas como fatos da cultura de chegada. Assim, analisamos a literatura brasileira como parte do polissistema literário receptor. Observamos a literatura brasileira traduzida na cultura de chegada a partir da tradução, através de elementos como: tradutor da obra, quem a publicou, se esta é a primeira tradução ou não e como é apresentada ao público. Tentamos descobrir o que, da literatura brasileira, é traduzido na cultura receptora americana, considerando que uma determinada obra traduzida é resultado de uma série de fatores e normas que regem a produção desta tradução na cultura de chegada. O lugar ocupado pela literatura traduzida na sua cultura de partida será diferente daquele que terá na cultura de chegada, pois ela fará parte de outro polissistema. Ao analisarmos os dados já citados, tentamos determinar o novo valor atribuído às traduções feitas nos Estados Unidos no período mencionado.

4) Antologias de poesia brasileira traduzidas para o castelhano: seleção e tradução
Rosario Lázaro Igoa (UFSC)

Para contribuir com o mapeamento das obras de literatura brasileira no exterior, a presente comunicação propõe uma revisão inicial de antologias de poesia brasileira traduzidas para o castelhano. Tal revisão tem o objetivo de articular as seleções de autores traduzidos e publicados em castelhano, com as principais tendências das histórias da literatura brasileira. As antologias traduzidas, como trabalhos de seleção e tradução posterior, trazem, de forma explícita ou não, a discussão sobre o que merece ser tido em conta, e o que permanece fora de cada “buquê de flores” (antologia do grego “anthos” = flor e “legein” = colher). Até que ponto a seleção feita pelas antologias segue, ou não, a divisão de períodos e a valorização dos poetas mais “relevantes”, feita pelos principais críticos brasileiros? Há no universo paratextual de tais antologias de poesia referências a essa produção crítica? Tais perguntas servirão de eixo para esboçar algumas ideias a respeito da seleção/tradução nas antologias de poesia traduzida no universo de fala castelhana.

5) A Recepção de Gilberto Freyre na Itália
Nicoletta Cherobin (UFSC)

Minha proposta é enfatizar os aspectos, além do linguístico (como o histórico, o cultural e o político) envolvidos nas traduções italianas das obras do intelectual pernambucano Gilberto Freyre. É possível fazer isso analisando o envolvimento, neste processo, de uma das mais antigas e ilustres editoras, a Einaudi, desde os anos da fundação opositora do fascismo e de forte aproximação ao partido comunista italiano.
Trata-se somente de 5 obras, traduzidas entre os anos 50 e 70, década em que o entusiasmo pelo autor e as suas obras abrandou-se.
Cultura e política são componentes indissolúveis do processo tradutório, por isso podemos achar nelas muito estímulo à reflexão: Quanto o contexto histórico dos dois países envolvidos pode nos ajudar a entender melhor as escolhas tradutórias? Quanto os acontecimentos políticos daquela época pós-guerra influíram nas escolhas dos dois tradutores do intelectual brasileiro? É possível concluir que tentar achar as respostas a estas perguntas quer contribuir para uma melhor interpretação do Brasil através de uma análise que contextualize as obras brasileiras publicadas nos exterior.

6) As traduções brasileiras: percursos passados, desafios atuais
Claudia Borges de Faveri (UFSC)

Em conhecido artigo de 1978, Itamar Even Zohar chama a atenção para o desconhecimento do papel das traduções na consolidação das culturas e dos sistemas literários e, principalmente, para a necessidade de estudos sistemáticos para dar conta das relações complexas que se estabelecem entre os espaços literários, suas posições relativas, suas especificidades. Nos atuais e acelerados processos de internacionalização de culturas e mercados, nossa interrogação se volta para o que acontece com a literatura brasileira traduzida e suas dinâmicas, em um cenário atual de mudanças e demandas vertiginosas de interação e exposição crescentes. Esta comunicação tenta traçar um panorama da situação atual e dos desafios da pesquisa.

7) As traduções de obras literárias brasileiras na China
Ye Li (UFSC)

As notícias são unânimes em mostrar que Brasil e China apresentam uma parceria muito intensa na área econômica, tendo a China se tornado o maior importador dos produtos brasileiros. Apesar dessa ampla divulgação dos indicadores econômicos e da ampla aceitação dos produtos brasileiros no mercado chinês, pouco se sabe sobre o cenário de intercâmbio cultural entre os dois países. O presente trabalho visa preencher um pedaço dessa lacuna ao fazer um levantamento sobre as traduções de obras literárias brasileiras publicadas na China. O resultado da pesquisa das traduções das obras brasileiras é apresentado na forma de tabela, contendo informações relevantes sobre as traduções. Com essa tabela, buscam-se demonstrar quais são os autores brasileiros cujas obras literárias foram mais traduzidas e retraduzidas na China, a tendência da diversificação das traduções e do aumento das obras traduzidas e também a possível razão para a retradução de algumas obras.

8) Capitães da areia e Jorge Amado na Itália
Giselle Larizzatti Agazzi (USP) e Maria Gloria Vinci (USP)

Alcançando grande repercussão nos anos do pós-segunda guerra, como se pode ver pelas traduções realizadas das suas obras em diversos países (Cadernos de Literatura, 1997), Capitães da areia, de Jorge Amado, foi traduzido na Itália, em 1952, pelo comunista Dario Puccini e publicado por Edizioni di Cultura Sociale, uma editora dirigida por Roberto Bonchio, também ele membro do Partido Comunista Italiano. A narrativa do escritor baiano, conhecida por seu intenso diálogo com o povo marginalizado, promove o encontro entre três importantes comunistas, Jorge Amado, Dario Puccini e Roberto Bonchio, estabelecendo um profícuo diálogo com o então recém-publicado Os intelectuais e a organização da cultura, de António Gramsci, cuja primeira edição data de 1949. A comunicação pretende discutir a relação de Jorge Amado com o contexto histórico da Itália por ocasião da primeira tradução de Capitães da areia.

9) Darcy Ribeiro: intérprete do Brasil na Itália
Katia Zornetta (UFSC)

Parte das obras de Darcy Ribeiro foram recebidas na Itália e é a partir das traduções feitas que se pode entender como é sua recepção naquele país. Também, graças à análise dos paratextos que acompanham as traduções, chega-se a perceber qual é a imagem que é passada pela Itália.
Portanto, através desta comunicação, procurarei mostrar que Darcy Ribeiro é representado na Itália como um dos intérpretes do Brasil.
Por isso descreverei como ele foi traduzido pela Itália para entender não só a imagem que foi transmitida, mas também as relações que existem entre os dois países.

10) Guimarães Rosa fora do Brasil: padrões nas escolhas de títulos para as traduções de Grande Sertão
Daniel Alves (UFSC)

Tomando o título como um dos primeiros pontos de contato do(a) leitor(a) com o texto, analisam-se os títulos das traduções de Grande Sertão: Veredas (de Guimarães Rosa, 1956), buscando apontar os diferentes pontos de entrada que as traduções oferecem para os(as) leitores(as) de diferentes línguas. As fontes das informações sobre as traduções de obras de Guimarães Rosa para outros idiomas são a Enciclopédia Itaú Cultural da Literatura Brasileira e o Index Translationum, da UNESCO e as comparações são possíveis graças a back translations de tradutores automáticos. A análise aponta para três grandes eixos das escolhas de tradução: a) a relação de amor impossível entre Riobaldo e Diadorim; b) o possível fechamento de um pacto entre Riobaldo e o demônio e as dúvidas que esse pacto causa em Riobaldo; e c) a difícil relação entre os jagunços e o ambiente do sertão e as batalhas travadas por esses grupos de jagunços nesse ambiente.

11) Miséria e esplendor dos glossários nas traduções da literatura brasileira para o alemão
Thomas Sträter (Universidade de Heidelberg, Alemanha)

Tanto nas atuais como nas antigas edições de traduções de literatura brasileira para o alemão, sempre houve o auspicioso costume de pôr-se um glossário ao final do volume. Esses minidicionários ou ‘paratextos’ (G. Genette) figuram como apêndices à obra, visando a elucidação de vocábulos, eventuais neologismos e expressões idiomáticas do texto original, mas que não encontram uma tradução direta na língua/cultura alvo. Talvez por não ser parte original e obrigatória do texto traduzido, o glossário constitui tema raramente discutido em estudos tradutológicos. A intenção deste acréscimo de termos específicos (p.ex. dos cultos sincretistas afro-brasileiros) é possibilitar uma compreensão mais abrangente do texto traduzido. Neste sentido, o uso de glossários não só sinaliza ao leitor que o texto em questão não foi escrito originalmente em sua língua materna, como também poderia ser entendido como uma estratégia contra aquela situação que L. Venuti chamou de a “invisibilidade do tradutor”.
Através de uma comparação de glossários exemplares acrescentados por tradutores às obras, minha conferência pretende analisar e fazer uma avaliação crítica do fenômeno.

12) The enchanting soul of the streets: tradução de crônicas de João do Rio
para a língua inglesa
Mirian Ruffini Galvão (UFSC)

A obra A Alma Encantadora das Ruas (1908) de João do Rio (1881-1921) (João Paulo Emilio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto) recebeu sua tradução após mais de um século de sua escrita. Integra a série River of January, cujo trabalho se iniciou em 2009, e que retrata a vida e os costumes da cidade nos últimos 200 anos, por meio do trabalho de seus escritores. A coleção é apresentada em edição bilíngue, a fim de derrubar a barreira linguística e permitir aos leitores internacionais uma visão da literatura produzida no Brasil. O tradutor é Mark Carlyon e relata que a obra apresenta uma oportunidade para novos leitores conhecerem autores de outros séculos, que escreveram sobre a cidade. No caso da obra The Enchanting Soul of the Streets são apresentadas crônicas de um jornalismo investigativo sem precedentes ao tempo do autor. Mostravam elas a realidade das ruas e daqueles desprivilegiados no início do século XX no Rio de Janeiro. O projeto tradutório da obra propõe um panorama da cidade aos leitores que desejam conhecer mais sobre o Rio, especialmente devido aos eventos esportivos que sediará no futuro próximo.

13) Traduções para o espanhol de Memórias póstumas de Brás Cubas
Pablo Cardellino Soto (UFSC)

Em que pese à sua unanimidade como um dos principais autores da literatura brasileira, Machado de Assis não é um dos mais traduzidos, embora também não seja tão pouco traduzido como costuma se pensar, pelo menos em espanhol. De fato, há pelo menos 75 edições de traduções machadianas nessa língua, além de cerca de 50 edições de coletâneas com pelo menos um texto de Machado. Esta “fortuna tradutória”, que não deixa de impressionar, é, entretanto, muito pouco conhecida pela crítica de tradução. Nesta comunicação, abordar-se-ão algumas das onze traduções de Memórias póstumas de Brás Cubas existentes em espanhol, para tentar compreender as estratégias usadas pelos tradutores a partir do texto e, nos casos em que os houver, dos paratextos. O intuito é perceber como os diferentes posicionamentos dos tradutores se refletem em escolhas diversas no texto. Serão analisadas as traduções de Antonio Alatorre (1951), José Ángel Cilleruelo (1985), Elkin Obregón (2001) e Adriana Amante (2003).

14) O encontro do Ubirajara alencariano com a sua primeira tradução alemã de 1886
Wiebke Röben de Alencar Xavier (UFPB)

O Ubirajara. Lenda Tupi (1874) de José de Alencar foi traduzido para o alemão por G. Th. Hoffmann e publicado em Leipzig como Ubirajara. Roman aus den Urwäldern Brasiliens (1886). Na base do conceito de transferências culturais serão analisadas as modificações pelo tradutor alemão, enfocando o vocabulário utilizado e o glossário explicativo sobre os indianismos que permaneceram no texto alemão. Essa apresentação pretende mostrar que essa tradução alemã transmite José de Alencar como autor “exótico”, que aproxima o leitor alemão pelo “canto das selvas do Brasil” de forma popular à cultura e língua indígena. Supondo que, na Alemanha do final do século XIX, a informação sobre o exótico se torna também em um empreendimento de retorno e procura pelas raízes e fontes da cultura, da origem e da natureza do homem, apesar das modificações no processo tradutório e apesar da assimetria temporal e espacial, há um encontro do Ubirajara alencariano com a sua tradução alemã.

CRÉDITOS DAS TRADUÇÕES

Italiano: Nicoletta Cherobin

Espanhol: Rosario Lázaro Igoa & Luz Adriana Sánchez Segura

Alemão: Melanie Strasser

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