Simpósio A formação profissional do tradutor nas universidades: reflexões e experiências

Coordenadores:
Danielle M. Dubroca Galín (USAL), Talita de Assis Barreto (UERJ/PUC-Rio) e Telma Cristina Almeida (UFF)

[Scaricare in italiano] | [Descargar en español] | Download provisional translation into English]

Este simpósio reúne trabalhos que discutem a formação do tradutor, bem como experiências relacionadas ao trabalho desenvolvido nas universidades em relação aos estudos e à prática de tradução. O simpósio tem como objetivo (a) identificar o panorama atual da formação de tradutores nas universidades; (b) verificar se é estabelecido um diálogo entre a formação docente e as outras formações profissionais; (c) identificar aspectos que necessitam ser discutidos sobre a formação profissional em nível de bacharelado e licenciatura nos cursos universitários.

Local: Sala 223, CCE, bloco A

HORÁRIOS

PERÍODO 24 25 26
10:00-11:30 Gentileza não gera gentileza: quando a ideologia se sobrepõe à pragmática na tomada de decisão editorial do processo tradutório.
Heloisa Barbosa
(UFRJ)
Leticia Rebollo Couto
(UFRJ)
Funções informativas na formação de tradutores e professores
Paulo Antonio Pinheiro Correa
(UFF)
Níveis de equivalência, sua prevalência hierárquica em tradução e ensino de tradução
Heloísa Pezza Cintrão
(USP)
Estudo de léxico e colocação na formação de tradutores: o caso das preposições a, para, por no par linguístico português-espanhol.
Giselle Mendonça
(UFRJ)
Natalia Figueiredo
(UFRJ) Carolina Gomes
(UFRJ)
Rayza Bernardes
(UFRJ)
Julia Pelajo
(UFRJ)
Estudo de léxico e colocação na formação de tradutores: o caso das preposições de, em/en, com/con no par linguístico português-espanhol.
Diego Vargas
(UFRJ)
Marina Martins
(UFRJ)
Jorge Luís Rocha
(UFRJ)
Rodrigo Valdés
(UFRJ)
Maria Júlia Calsavara
(UFRJ)
Crenças sobre a atividade tradutória: uma pesquisa com alunos iniciantes e iniciados nos estudos da tradução na UFSC
Carolina Parrini Ferreira
(UFSC)
Camila Teixeira Saldanha
(UFSC)
ESCRTRAD – O que é bom e o que pode melhorar.
Amanda Lilian Aguiar de Barros Mesquita
(PG/UGF)
O ensino e a prática da tradução no curso de Português-Francês da UERJ: algumas reflexões e experiências
Renato Venancio Henriques de Sousa
(UERJ)
O tradutor e sua formação profissional:
que papel desempenham os Cursos de Letras?
Talita de Assis Barreto
(UERJ/UFF/PUC-Rio)
A formação do tradutor nas universidades brasileiras: teoria x prática – um recorte
Cláudia Pungartnik
(UESC)
O discurso do ensino da tradução a partir dos sites institucionais no Brasil
Diogo Neves da Costa
(UFRJ – Doutorando)
La traducción especializada inversa como ejercicio de aprendizaje: criterios para su evaluación académica.
Danielle DUBROCA GALIN
(Universidad de Salamanca)
A Formação Universitária na Construção do Tradutor
Andréa Ferreira
(UNISANTOS)
A terminologia e o tradutor em formação: o desafio da gestão terminológica
Simone Vieira Resende
(UERJ/UGF)
O erro no ensino da tradução de textos científicos e técnicos
Alicia Silvestre Miralles
(UnB)
13:30- 15:00
15:30- 17:00

RESUMOS

1) A FORMAÇÃO DO TRADUTOR NAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS: TEORIA X PRÁTICA – UM RECORTE

Cláudia Pungartnik (UESC)
claudiapungartnik@hotmail.com

O esforço de teóricos e pesquisadores abriu as portas para novas metodologias e impulsionou novas formas do fazer tradutório que implicam no trabalho dos tradutores e devem se refletir no seu ensino nas universidades. Essa comunicação vai apresentar um trabalho de pesquisa que procurou investigar de que forma a prática da tradução e o ensino das teorias da tradução estão presentes na academia e como se relacionam no processo de formação do tradutor na graduação. Para esta pesquisa foram selecionadas sete universidades de grande relevância nas quais foi feito um exame dos currículos de graduação com o propósito de traçar um perfil das disciplinas com foco na teorização e com foco na prática, verificando o peso dado a cada uma e como as duas abordagens se relacionam entre si. A análise teve como objetivo analisar como teoria e prática podem se articular e estabelecer parâmetros para uma proposta de currículo que leve em conta uma melhor preparação na formação do tradutor.

2) A FORMAÇÃO UNIVERSITÁRIA NA CONSTRUÇÃO DO TRADUTOR

Andréa Ferreira (UNISANTOS)
gasparandrea.mei@gmail.com

Como a formação Universitária contribui para a prática tradutória? Com o objetivo de compreender a relação teoria e prática na formação universitária, iniciamos a Revisão Conceitual, que inclui nomes como: AUBERT (1990), BREZOLIN (2003), BARBOSA (1990), DARIN (1997), PAGANO; MAGALHÃES; ALVES (2011), SENVELE; HIGGINS (1996), entre outros. Para estudar a formação universitária na construção do tradutor, utilizaremos uma Universidade da Baixada Santista, que tem papel fundamental na formação do tradutor. O corpus desta pesquisa terá o levantamento de fontes primárias como: legislação, relatórios do curso, projeto pedagógico inicial e atual; Questionário e entrevistas com professores, alunos. Esta pesquisa contribuirá para o debate na formação de tradutores além de aprimorar condições mais conscientes do ensino. A comunicação é uma etapa preliminar, pois ainda está em fase de pesquisa de campo. A própria formatação do projeto de pesquisa já detalhada, nos dias do evento já trarão resultados significativos.
Palavras – chave: Formação Universitária, Construção, Tradutor, Prática.

3) A TERMINOLOGIA E O TRADUTOR EM FORMAÇÃO: O DESAFIO DA GESTÃO TERMINOLÓGICA

Simone Vieira Resende (UERJ/UGF)

A Terminologia, como uma disciplina acadêmica, é tema de varias investigações aqui no Brasil (KRIEGER & MACIEL, 2001; KRIEGER & FINATTO, 2004; BARROS, 2004; ARAGÃO, 2009). A teoria e a prática terminológica podem ajudar a enriquecer a competência do tradutor em formação (CABRÉ, et alii. 2001), no entanto, poucos são os relatos a respeito dessa prática. O propósito desse estudo é descrever a minha experiência como professora de Terminologia em um curso de pós-graduação em tradução. A pesquisa aborda a relação entre a Terminologia e os tradutores em formação. Muitos tradutores empenham energia e determinação para pesquisar e investigar equivalências e definições dos termos, recorrendo a dicionários, glossários e fontes eletrônicas, porém, na hora de gerir o fruto da pesquisa, alguns ainda contam apenas com sua própria memória, sem considerar uma gestão eficaz dessa terminologia. Com base no relato de experiências práticas, apresento algumas atividades usadas no ensino da Terminologia para tradutores, levando em conta o estudo da teoria, da gestão, identificação e extração de termos.
Palavras-chave: Ensino, Tradução, Terminologia, Tradutor em Formação

4) CRENÇAS SOBRE A ATIVIDADE TRADUTÓRIA: UMA PESQUISA COM ALUNOS INICIANTES E INICIADOS NOS ESTUDOS DA TRADUÇÃO NA UFSC

Carolina Parrini Ferreira (UFSC)
Camila Teixeira Saldanha (UFSC)
carolparrini@ig.com.br

O curso de graduação em Letras-Espanhol da UFSC dedica 144h de sua carga horária total a disciplinas de estudos da tradução. São elas: Introdução aos Estudos da Tradução (36h), Estudos da Tradução I (72h) e Estudos da Tradução II (36h). As ementas das 3 disciplinas apresentam, dentre outros, os seguintes objetivos: “Promover a reflexão crítica sobre a tradução como fenômeno histórico, cultural, político e ideológico; Incentivar a pesquisa em Estudos da Tradução.” Com base nestes objetivos a serem alcançados, nos preocupamos em verificar as concepções dos alunos (iniciantes e iniciados nos estudos da tradução) sobre a atividade tradutória. Para isso, aplicamos um pequeno questionário proposto por ALVES, MAGALHÃES e PAGANO (2003), o qual apresenta perguntas que dizem respeito às crenças sobre a tradução e o tradutor. Ao comparar as respostas dos alunos, observamos que: i) os objetivos mencionados têm sido parcialmente alcançados; ii) parte dos alunos considera a atividade tradutória muito complexa e não se sente apta a exercê-la.

5) ESCRTRAD – O que é bom e o que pode melhorar.

Amanda Lilian Aguiar de Barros Mesquita (UGF)
aguiardebarros@yahoo.com.br

O presente trabalho tem por objetivo avaliar a formação do tradutor profissional oferecida pelo projeto ESCRTRAD (Escritório Modelo de Tradução Ana Cristina César), de modo a expor seus pontos positivos e identificar os pontos a melhorar. O ESCRTRAD é o escritório modelo de tradução da UERJ e conta com cinco bolsistas, cada um atuando em relação às seguintes línguas: alemão, espanhol, francês, inglês e italiano. Os bolsistas realizam trabalhos de tradução e versão para as comunidades interna e externa da UERJ. A avaliação dos pontos positivos e pontos a melhorar será proposta a partir de entrevista com os professores orientadores e bolsistas, ex-bolsistas e alunos que se interessam por ser bolsistas. Dessa forma, o funcionamento do escritório será contrastado com o que os professores orientadores e alunos da instituição esperam de uma formação profissional satisfatória para a efetiva entrada no mercado de trabalho.

6) Funções informativas na formação de tradutores e professores

Paulo Antonio Pinheiro Correa
Universidade Federal Fluminense
papicorrea@gmail.com

Este resumo se insere na proposta (c) do simpósio e trata das funções informativas (Lambrecht 1994, Gutiérrez Ordóñez 1997) na formação de professores de língua e tradutores. Apresenta um modelo de trabalho em sala de aula no âmbito do par lingüístico português-espanhol sobre essas funções que envolvem pragmática estrutura da informação, e raramente são discutidas em gramáticas. Apresentamos uma atividade desenvolvida em sala de aula do curso de Graduação em Letras Português-Espanhol, onde: a) trabalhamos o reconhecimento das funções informativas tópico e foco e as implicações para a ordem de palavras no Espanhol em diálogos do filme “el secreto de SUS ojos” (Argentina, 2009) (b) propusemos uma análise da forma como essas funções foram tratadas nas legendas correspondentes em Português Brasileiro (PB), seguindo o modelo de Lerma Sanchís (2012). Como resultado, os alunos observaram que vários dos focos contrastivos veiculados em construções marcadas se perderam na legendagem em PB e, por outro lado, o caráter marcado de algumas topicalizações de objeto do espanhol pôde ser observado na legendagem em PB, às vezes realizado por meio de outros recursos sintáticos.

7) La traducción especializada inversa como ejercicio de aprendizaje: criterios para su evaluación académica.

Danielle DUBROCA GALIN
Universidad de Salamanca
Facultad de Traducción y Documentación
Depº de Traducción e Interpretación
danielle@usal.es

Si la traducción inversa como ejercicio vinculado a la docencia de la Traducción profesional es objeto de controversia por su rendimiento didáctico y por su pertinencia profesional, más lo es la traducción inversa especializada por los componentes terminológicos y fraseológicos que además dificultan su práctica. Como suele figurar en los programas de Traducción impartidos en España, no se puede eludir la cuestión de la evaluación y de la calificación académica. Por eso, se plantea para el profesor determinar qué criterios privilegia con el fin de promover una reflexión sobre esa modalidad de traducción, sobre la capacidad de auto-evaluación y sobre los límites que entraña con vistas a contribuir a la adquisición de la competencia traductora en general. A partir de un caso práctico de traducción económico empresarial, se intentará definir qué elementos rebajan la calidad de una traducción inversa especializada y proponer estrategias para producir une traducción aceptable.

Palabras clave: traducción inversa, traducción inversa especializada, traducción económico-empresarial, didáctica de la traducción, evaluación de la traducción, auto-evaluación de la traducción.

8) Níveis de equivalência, sua prevalência hierárquica em tradução e ensino de tradução

Heloísa Pezza Cintrão (USP)
heloisacintrao@yahoo.com.br; helocint@usp.br

Discutiremos a tradução na qual intervêm o icônico e o musical juntamente com o texto verbal (tradução subordinada), examinando um caso de tradução de acróstico, com o objetivo de considerar relações hierárquicas entre equivalências em diferentes níveis (Halliday, 2001). Sustentaremos que casos de tradução subordinada (Mayoral, Kelly & Gallardo, 1986) evidenciam a prevalência hierárquica da finalidade e de dimensões metafuncionais, naqueles casos em que se pretende manter funções comparáveis entre o texto meta e o texto fonte (Reiss & Vermeer, 1984). Por isso, sugeriremos que casos de tradução subordinada são de interesse didático especial no contexto de uma introdução a princípios centrais da tradução, ao tratar de questões como o papel da finalidade e de dimensões metafuncionais nas tomadas de decisão. Comentaremos como a inserção da tradução subordinada vem sendo feita com esse propósito no curso de “Introdução à prática de tradução do espanhol”, na Universidade de São Paulo.

9) Gentileza não gera gentileza: quando a ideologia se sobrepõe à pragmática na tomada de decisão editorial do processo tradutório.

Heloisa Barbosa (UFRJ)
Leticia Rebollo Couto(UFRJ)

O objetivo deste trabalho insere-se no terceiro ponto de discussão proposto por este simpósio: identificar aspectos que necessitam ser discutidos e levados em conta na formação profissional do tradutor em nível de bacharelado e licenciatura nos cursos universitários. Propomos discutir a importância do conhecimento consciente, por parte do tradutor formado, das questões que entram em jogo na tomada de decisão das equivalências tradutórias, considerando o processo de tradução como um todo: do texto original ao texto de chegada, do papel do tradutor e do papel do editor, do papel do texto e do paratexto nesse complexo processo cujo resultado final não é nunca individual ou solitário. A reflexão se dá a partir de um relato de experiência e colaboração no projeto “Livro Urbano” que consistiu na tradução do português ao inglês e ao espanhol das 55 pilastras murais pintadas pelo “Profeta Gentileza” na cidade do Rio de Janeiro no fim dos anos oitenta e início dos anos noventa. O resgate da obra do “profeta” pelo projeto urbano “Rio com gentileza”, coordenado pro Leonardo Guelman imprime à tomada de decisão final das escolhas de equivalências tradutórias elementos que parecem estar acima dos níveis propostos por Baker (1992): unidades lexicais, colocações, gramática entendida como sintaxe da frase, texto e estrutura informativa (questões de tópico e foco), texto e coesão, pragmática, finalidade da tradução e cálculo da distância interpessoal. Durante este processo de tradução poética percebemos, dolorosamente, o lugar da voz do tradutor na forma como nos relacionamos com textos em função da difusão e da produção editorial, do papel dos editores, críticos, patrocinadores, censores e revisores, que sobrepõe o nível ideológico ao pragmático, na tomada de decisão, e que têm a voz final do texto, por cima de questões pragmáticas ou poéticas no tratamento do texto traduzido. Procuramos discutir alguns casos de tradução específicos aos pares português-inglês e português-espanhol, em fórmulas pragmáticas e conversacionais como obrigado e agradecido, ou por favor e por gentileza na obra em questão, o que estava em jogo na questão funcional e na questão ideológica que prevaleceu na tomada de decisão final na seleção de equivalências tradutórias.

10) O DISCURSO DO ENSINO DA TRADUÇÃO A PARTIR DOS SITES INSTITUCIONAIS NO BRASIL

Diogo Neves da Costa (UFRJ – Doutorando)
diogoncosta@yahoo.com.br

No Brasil não há formação obrigatória para a profissão de tradutor. Desta forma observamos desde cursos livres, passando por graduações em tradução e chegando a pós-graduações em tradução. A presente comunicação visa apresentar os resultados iniciais da pesquisa de doutorado do presente autor que pretende responder a pergunta: como vem sendo feita a formação do tradutor em nível de graduação. Para tanto, com base na Análise do Discurso de Patrick Charaudeau, pretendemos expor a análise dos sites institucionais das universidades brasileiras no tocante ao curso de letras tradução, assim como alguns currículos em relação à formação do aluno em tradução. Neste primeiro momento analisaremos: Como é visto o aluno de tradução, como o discurso de ensino da tradução é construído nos sites institucionais e qual o currículo desses alunos.

11) O ensino e a prática da tradução no curso de Português-Francês da UERJ: algumas reflexões e experiências

Renato Venancio Henriques de Sousa (UERJ)
rvhsousa@uol.com.br

Nossa comunicação tem como objetivo apresentar um breve panorama sobre o ensino e a prática da tradução no curso de Português-Francês da Universidade do Estado do Rio de Janeiro tanto no âmbito da graduação quanto no da extensão. No primeiro caso, a tradução é ensinada como disciplina eletiva com o nome de Introdução aos estudos de tradução I – Língua francesa e Introdução aos estudos de tradução II – Língua francesa. No contexto da extensão, a atividade tradutória se exerce no Escritório modelo de tradução Ana Cristina César, criado em 1999, com o objetivo de trabalhar na formação de futuros tradutores bem como de responder à demanda por traduções por parte da comunidade interna e externa à universidade. Veremos como o crescente interesse dos alunos pela teoria e a prática tradutória tem se refletido numa busca por orientação e formação à qual muitos professores de língua estrangeira tentam responder, reorientando suas pesquisas em função dessas novas demandas.

12) O ERRO NO ENSINO DA TRADUÇÃO DE TEXTOS CIENTÍFICOS E TÉCNICOS

Alicia Silvestre Miralles (UnB)
alicia.silvestre@gmail.com

A alta especialização dos textos científicos e técnicos exige mais do que um conhecimento linguístico profundo, em vista das graves consequências derivadas de uma má tradução. O erro é parte do processo de aprendizado, mas também pode ser considerado veiculo para dito2 aprendizado. Após expor diversas definições e tipologias de erro da psicologia e da linguística (FREUD, 1901; PYM, 1993 (mistake/error); FROTA, 2000), analisamos qualitativamente os erros encontrados em um repertório de instruções técnicas traduzidas do português para o espanhol por estudantes de tradução brasileiros. Os resultados permitem lançar hipóteses sobre as causas dos erros visando à elaboração de estratégias de correção efetivas. Nossa proposta ressalta a importância do uso de textos paralelos, corpora e bases terminológicas além do uso de ferramentas (Tormenta de ideias, Pareto, Planos de ação, Diagrama de Ishikawa), que permitam concretizar indicadores específicos na avaliação da qualidade da tradução.
Palavras-chave: erro, tradução técnico/científica, avaliação e ensino da tradução, qualidade.

13) O tradutor e sua formação profissional: que papel desempenham os Cursos de Letras?

Talita de Assis Barreto (UERJ/UFF/PUC-Rio)
talitaabarreto@gmail.com

Esta comunicação discute a formação do tradutor, bem como experiências relacionadas ao trabalho desenvolvido nas universidades do Rio de Janeiro em relação aos estudos e à prática de tradução. Apoiamo-nos em Rónai (2000) e Gambier (1986). A pesquisa objetiva (a) identificar o panorama atual da formação de tradutores nas universidades do estado do Rio de Janeiro; (b) refletir sobre os programas curriculares na formação profissional em nível de bacharelado e licenciatura e (c) discutir a formação do tradutor sob uma perspectiva interdisciplinar. Como procedimento metodológico, realizaremos a análise das ementas, programas e bibliografia das disciplinas de Letras, das habilitações de línguas estrangeiras modernas, voltadas para a formação profissional na área de Tradução. Em uma segunda etapa, serão realizadas entrevistas com docentes dessas disciplinas. Acreditamos que a pesquisa contribuirá para o estudo das práticas profissionais do professor de Estudos da Tradução em universidades públicas do Estado do Rio de Janeiro.

14. Estudo de léxico e colocação na formação de tradutores: o caso das preposições a, para, por no par linguístico português-espanhol.

Giselle Mendonça (UFRJ)
Natalia Figueiredo (UFRJ)
Carolina Gomes (UFRJ)
Rayza Bernardes (UFRJ)
Julia Pelajo (UFRJ)

O objetivo deste trabalho insere-se na proposta do simpósio de identificar aspectos que necessitam ser discutidos sobra a formação profissional do tradutor no que diz respeito ao léxico e à Linguística de Corpus. Serão estudadas as relações específicas do texto narrativo traduzido e não traduzido em contos de fadas ou contos populares, considerando o par linguístico português-espanhol. Trata-se de discutir a formação do tradutor em função da importância que tem a comparação de elementos lexicais e linguísticos com base em corpora paralelos e comparáveis, a partir dos pressupostos teóricos de estudos terminológicos e fraseológicos empreendidos pela Linguística de Corpus no Brasil (Tagnin, 2005; Viana e Tagnin, 2010) e, igualmente, promovendo o ensino da tradução especializada a partir de diferentes tipos textuais e variedades multidialetais (Tagnin e Teixeira, 2004). Em estudos discursivos comparativos, chegamos em trabalhos anteriores à delimitação das seis preposições mais frequentes em português e em espanhol: de, em/en, com/con, a, para, por. Apesar de serem graficamente idênticas, estas seis preposições não aparecem nos textos escritos com a mesma frequência e colocação nas duas línguas. O objetivo deste estudo é comparar em 50 contos de fadas editados em português e em 50 contos de fadas editados em espanhol, a frequência e colocação das preposições: a, para, por em narrativas “clássicas” da literatura infantil (25 versões em cada língua para protagonistas femininos e 25 versões em cada língua para protagonistas masculinos). Nosso objetivo é o de sistematizar contextos de uso comparativos, a partir de práticas discursivas de narrativas escritas tradicionais, como são as narrativas populares europeias, difundidas tanto em português como em espanhol em suas diferentes versões da mesma história.

15. Estudo de léxico e colocação na formação de tradutores: o caso das preposições de, em/en, com/con no par linguístico português-espanhol.

Diego Vargas (UFRJ)
Marina Martins (UFRJ)
Jorge Luís Rocha (UFRJ)
Rodrigo Valdés (UFRJ)
Maria Júlia Calsavara (UFRJ)

O objetivo deste trabalho insere-se na proposta do simpósio de identificar aspectos que necessitam ser discutidos sobra a formação profissional do tradutor no que diz respeito ao léxico e à Linguística de Corpus. Serão estudadas as relações específicas do texto narrativo traduzido e não traduzido em contos de fadas ou contos populares, considerando o par linguístico português-espanhol. Trata-se de discutir a formação do tradutor em função da importância que tem a comparação de elementos lexicais e linguísticos com base em corpora paralelos e comparáveis, a partir dos pressupostos teóricos de estudos terminológicos e fraseológicos empreendidos pela Linguística de Corpus no Brasil (Tagnin, 2005; Viana e Tagnin, 2010) e, igualmente, promovendo o ensino da tradução especializada a partir de diferentes tipos textuais e variedades multidialetais (Tagnin e Teixeira, 2004). Em estudos discursivos comparativos, chegamos em trabalhos anteriores à delimitação das seis preposições mais frequentes em português e em espanhol: de, em/en, com/con, a, para, por. Apesar de serem graficamente idênticas, estas seis preposições não aparecem nos textos escritos com a mesma frequência e colocação nas duas línguas. O objetivo deste estudo é comparar em 50 contos de fadas editados em português e em 50 contos de fadas editados em espanhol, a frequência e colocação das preposições: a, para, por em narrativas “clássicas” da literatura infantil (25 versões em cada língua para protagonistas femininos e 25 versões em cada língua para protagonistas masculinos). Nosso objetivo é o de sistematizar contextos de uso comparativos, a partir de práticas discursivas de narrativas escritas tradicionais, como são as narrativas populares europeias, difundidas tanto em português como em espanhol em suas diferentes versões da mesma história.

CRÉDITOS DAS TRADUÇÕES

Italiano: Nicoletta Cherobin

Espanhol: Rosario Lázaro Igoa & Luz Adriana Sánchez Segura

Anúncios

One thought on “Simpósio A formação profissional do tradutor nas universidades: reflexões e experiências

  1. Pingback: Lista de simpósios | ABRAPT

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s